A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União deflagraram a Operação Asfixia, que apura esquema de fraudes em contratos entre a Secretaria de Saúde do Acre e a Fundação Hospitalar do Acre, com recursos federais. Foram expedidos mandados de prisão e busca e apreensão em Campo Grande mais dois estados.
Conforme a PF, dentre os vários crimes investigados, estão a adulteração de cilindros de oxigênio, mediante transvase (quando o produto é transferido para outros cilindros em quantidade menor), sobrepreço em contratos, favorecimento às empresas suspeitas e deficiência nos controles de entrega dos cilindros contratados.
Foram expedidos cinco mandados de prisão, sendo um de prisão temporária; quatro de prisão preventiva, seis de busca e apreensão e 13 mandados de condução coercitiva e afastamento das funções públicas de dois servidores, além do bloqueio de valores até o limite de R$ 1.573.301,95.
Há ainda suspeita de um esquema de pagamento de propina envolvendo servidores estaduais. Até o momento, o prejuízo total identificado ao Erário é da ordem de R$ 1.573.301,195.
Os mandados também foram cumpridos em Rio Branco (AC) e no Ceará. Na capital acreana, dois servidores da Saúde foram presos preventivamente e afastados dos cargos que exerciam na Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e Fundhacre. Um dos servidores, segundo as investigações, é parente de um dos sócios das empresas.








