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Polícia

PGJ denuncia Puccinelli, Olarte, Nelsinho e mais 21 investigados na Coffee Break

31 maio 2016 - 16h17Por Diana Christie, Airton Raes e Vinícius Squinelo

A PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) entregou nesta terça-feira (31) denúncia contra 24 pessoas, por suposta participação em esquema criminoso para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP).

Na lista elaborada pelo Ministério Público Estadual, com base em investigações conduzidas por força-tarefa especial e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), figuram políticos, empresários e servidores públicos.

Entre os nomes de maior destaque está o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o prefeito afastado Gilmar Antunes Olarte (PROS) e o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PTB). Também constam na denúncia o procurador da Câmara Municipal André Scaff, os empresários João Baird, João Amorim, Fabio Machinski e Carlos Naegele.

Foram indiciados ainda o ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar (PMDB), Flavio Cesar (PSDB), Eduardo Romero (Rede), Gilmar da Cruz (PRB), Otávio Trad (PTB), Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Jamal Salem (PR), Waldecy Chocolate (PTB), João Rocha (PSDB), Edson Shimabukuro (PTB), Edil Albuquerque (PTB), Carlão Borges (PSB), e o ex-vereador Alceu Bueno.

Também constam na lista os empresários Luiz Pedro Guimarães e Raimundo Nonato, responsáveis por apresentar a denúncia que culminou na cassação de Alcides Bernal. Os nomes foram divulgados durante coletiva de imprensa com a participação do Procurador-Geral de Justiça, Paulo Passos, da coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão, e de seu antecessor, o promotor de Justiça Marcos Alex Vera. 

Foto: André de Abreu

A denúncia elaborada após as investigações da Operação Coffee Break foi protocolada no TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) no início da tarde. Os documentos foram entregues em mídia digital diretamente na sede da instituição pelo volume de arquivos, que não pode ser anexado pela internet, no sistema online do Tribunal.

Na primeira fase da investigação, relatório divulgado à época foi criticado pela falta de provas que poderiam levar à condenação dos investigados, tanto que as divergências entre a coordenação do Gaeco e a PGJ quase acabaram com o pedido de demissão do promotor de Justiça, Marcos Alex Vera. Cabe agora ao TJ-MS analisar se aceita ou recusa a denúncia. A relatoria do processo deve ser distribuída para o desembargador Luiz Cláudio Bonassini.

* Matéria alterada às 16h24 para acréscimo de informações