Investigadores aguardam os laudos da Perícia Técnica da Polícia Civil para poder afirmar se o artefato encontrado no auditório do teatro Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, na última sexta-feira (2) é explosivo ou não.
O delegado titular do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Bando, Assaltos e Sequestros) e responsável pelo caso, Márcio Shiro Obara, afirma que ainda é muito cedo para apontar autor do crime. “As investigações estão em andamento e as testemunhas estão sendo ouvidas, mas é muito prematuro apontar qualquer suspeito”, diz.
Sobre as possíveis imagens usadas nas investigações, Obara declara que a informações é falsa. “Houve uma conversa que usaríamos imagens de segurança ou da imprensa que estava no evento no dia anterior, porém essa informação não procede”.

Caso
No dia seguinte do evento de posso dos secretários do novo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), realizado no Rubens Gil de Camillo, funcionários de uma empresa desmontava a decoração quando encontraram uma sacola preta embaixo da mesa onde estava o governador e outras autoridades. Quando o pacote foi aberto, os trabalhadores contataram que se tratava de uma artefato possivelmente explosivo.
Policias do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especial) e o Garras usaram um jato d’água para decompor o artefato. De início, a perícia informou que o objeto era constituído de tubos de plástico PVC, fitas isolantes, além de um mostrador. No interior havia pólvora e pregos.
Em nota a imprensa, Reinaldo Azambuja disse acreditar que o artefato foi colocado após o evento, para criar um clima de tensão e insegurança na nova administração, mas que “ninguém vai nos intimidar. Se achar que aqui vai imperar um estado da baderna, não vai”.







