Os médicos José Maria Ascenço e Henrique Guesser Ascenço estão neste momento na 1ª Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimentos referentes as mortes dos pacientes com câncer na Santa Casa de Campo Grande. Os médicos são pai e filho e chegaram acompanhados de um advogado.
Os médicos atestaram as mortes de Carmen Insfran Bernard, 48 anos, Norotilde Araújo Greco, 72 anos, Maria Glória Guimarães, 61 anos. As vítimas morreram após sessões de quimioterapia. As mortes estão sendo investigadas pela delegada Ana Cláudia Medina.
As pacientes tinham câncer colorretal e faziam tratamento no setor de oncologia da Santa Casa. Os parentes das vítimas disseram em depoimento que o tratamento não era complexo, e segundo o corpo clínico, as chances de recuperação eram grandes.
O caso
Logo depois das mortes, a Santa Casa, suspendeu os lotes dos medicamentos fluorouracil e ácido folínico, usados no tratamento das pacientes. Uma bioquímica já foi contratada para assumir o serviço de manipulação dos remédios e deve começar a trabalhar hoje, sexta-feira (1º).
Uma comissão foi criada dentro do hospital para investigar as mortes. O grupo é formado por médicos do hospital e por técnicos da Vigilância Sanitária estadual. Nos dias 21 e 25 de julho, quatro técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estiveram na Santa Casa para investigar as mortes de pacientes após quimioterapia.
O presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora da Santa Casa, Wilson Teslenco, anunciou a suspensão do contrato com a empresa responsável pela oncologia na unidade.
O Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul era uma clínica terceirizada e um dos donos é o médico José Maria Ascenço.
Com o imbróglio, a Santa Casa começou a montar a nova estrutura para atender os pacientes no setor ontológico, sob orientação da Anvisa, e iniciou o processo de contratação dos profissionais que começam a trabalhar a partir de hoje, sexta-feira, (1º).







