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Polícia encontra roupas onde ossadas foram localizadas; buscas continuam

Os policiais fizeram buscas na intenção de encontrar a ossada de uma adolescente de 15 anos

22 NOV 2016
Anna Gomes
13h35min
Foto: Anna Gomes

A polícia voltou até a região conhecida como Chácara dos Poderes, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (22), acompanhados de técnicos que devem fazer escavações no local, na tentativa de localizar a ossada de uma adolescente de 15 anos, que estaria desaparecida há dois. Ela seria mais uma vítima de grupo de exploração sexual e tráfico de drogas no bairro Danúbio Azul, região norte da Capital.

Até o começo da tarde de hoje, os policiais não conseguiram encontrar nenhuma ossada, apenas algumas peças de roupas, mas ainda não foram confirmadas se seriam das vítimas desaparecidas. Segundo a polícia, as buscas devem continuar no período da desta tarde.

De acordo com a delegada Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Aline Gonçalves Sinnotti, Luiz Alves Martins Filho vulgo "Nando" era responsável por matar as vítimas, enterrando as mesmas de cabeça para baixo. Conforme a delegada, a suspeita inicial era que existam 10 pessoas desaparecidas e agora, os policiais trabalham com a possibilidade de 11.

Luiz Alves Martins Filho, Diego Vieira Martins, Rudy Pereira da Silva, Geová Ferreira Ovasco vulgo "Vasco", Geová Ferreira Lima Filho, Ariane de Souza Gonçalves, Andréia Conceição Pereira e Wagner Vieira Garcia foram presos acusados de realizar a 'Exploração da Miséria", já que agiam com o objetivo de aliciar dependentes químicos, que possuem situação financeira baixa. 

Cada membro do grupo tinha uma função, Luiz foi apontado como o 'chefão' da rede. Já Ariane era responsável por aliciar os adolescentes, que se dividiam entre homens e mulheres. A rede de exploração existia há 3 anos e "contratava" adolescentes para se prostituir em troca de pasta base.

A polícia chegou até o grupo após a morte de Leandro Aparecido Ferreira, conhecido como 'Leleco', em setembro deste ano, já que o irmão de Leandro desconfiou do crime e comunicou os policiais.

Com o grupo, a polícia efetuou três prisões em flagrante, pois encontrou drogas na casa dos familiares de Wagner, 70 galos utilizados para rixa na casa de Rudy e uma arma de fogo na casa de Luiz.  Segundo a delegada, a polícia demorou para chegar até os autores do crime, já que a população se manteve calada por ter medo dos suspeitos, considerados perigosos na região.

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