Denúncias de maus tratos a animais podem revelar um caso de zoofilia em Campo Grande. A presidente da ONG Matan (Movimento de Apoio aos Protetores de Animais e da Natureza), Amanda Bileski, 28 anos, que trabalha em defesa e proteção aos animais, conta que cinco pessoas do bairro Universitário 2 relataram abusos contra uma cachorra vira lata de porte médio.
Apurando as denúncias, Amanda resgatou o animal com sinais de violência e procurou a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista). Segundo ela, os vizinhos do suspeito afirmaram que ele teve outros animais que foram estrangulados e um deles chegou a morrer.
“Eles disseram que não aguentam mais a situação. O primeiro animal foi um gato que era maltratado. E depois sumiu, apareceu morto. A cachorra tem alguns hematomas pelo corpo. O animal está assustado e está com o pelo cheio de carrapatos”, aponta.
De acordo com a presidente da Ong, cerca de 10 denúncias de maus tratos a animais são registrados por dia. “Somente os laudos médicos veterinários pode dizer se realmente teve o abuso sexual. É um caso de polícia, uma investigação. O que chama a atenção é que os vizinhos relatam que a cachorra grita de dores quando ele chega do trabalho. Aparentemente o animal está com leishmaniose. Quando passo a mão para fazer carinho e vai próximo o bumbum da cachorra ela se recolhe com medo”.

Amanda foi até o local e levou a cachorra para uma clinica veterinária com a ajuda do Decat. O proprietário da cachorra disse que cuida da cadela e que nunca maltratou nenhum animal. O delegado Wilton Vilas Boas, está aguardando os laudos médicos da clinica veterinária e o homem foi intimado para prestar esclarecimentos, mas até o momento não compareceu à delegacia.







