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Polícia

Polícia paraguaia caça celular de advogada fuzilada em Pedro Juan Caballero

Defensora de traficantes brasileiros, ela teve aparelho catado assim que baleada por pistoleiro

18 novembro 2018 - 15h02Por Celso Bejarano

A polícia paraguaia caça o telefone celular que a advogada Laura Caruso segurava na mão momentos antes de ter sido fuzilada e morta, na semana passada, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha do município sul-mato-grossense, Ponta Porã. Antes do atentado, ela teria confidenciado a colegas que um grupo de policiais da cidade teriam recebido propina de acusados de ligação com o tráfico de drogas.

Até agora, investigadores do caso afirmam que a advogada que defendia traficantes brasileiros famosos, como Jarvis Chimenes Pavão e Marcelo Piloto, teria sido executada por pistoleiros brasileiros a mando dos próprios clientes. 

Sucessivas perdas judiciais seriam as razões do ataque. Laura tentou impedir a extradição de Pavão, cuja a família mora em Ponta Porã, mas não conseguiu. Piloto também apela para ficar em território paraguaio.

De acordo com o principal jornal paraguaio, ABC Color, assim que baleada, a advogada caiu no chão e uma mulher identificada como Olga Raquel Giménez aproximou-se e catou o aparelho.

Para a polícia paraguaia, Olga teria atravessado a fronteira com o telefone da advogada e, antes, negara ter pegado o aparelho. 

No entanto, imagens captadas da cena do crime mostram a mulher com o telefone na mão.
Investigadores paraguaios descobriram ainda que Olga havia participado de uma reunião junto com a advogada minutos antes do crime.

O interesse da polícia é saber com quem a advogada havia conversado nos dias que antecederam o atentado. Ela teria dito que sabia de informações indicando o envolvimento de policiais com implicados com o tráfico de drogas.

Laura foi morta por um homem que ocupava uma caminhonete que havia sido roubada no Brasil. Ela saia do um prédio onde participara de reunião e logo foi atacada. O homem desceu no veículo e disparou vários tiros na vítima, que morreu no hospital. Ninguém foi preso.