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Polícia

Polícia prende braço direito de Marcola, líder do PCC

Ele estava de mudança para uma casa de luxo em Búzios, Rio de Janeiro

15 agosto 2019 - 10h51Por Da redação/Meia Hora

O policiais civis da 132ª Delegacia de Polícia, em Arraial do Cabo, prenderam, na terça-feira, um homem apontado como braço direito de Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, principal liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) – facção que atua principalmente em São Paulo e comanda rebeliões, assaltos, sequestros e assassinatos.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Décio Gouveia Luiz foi localizado em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e teria assumido o lugar de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, que morreu após uma emboscada na reserva indígena de Aquiraz, no Ceará.

De acordo com Renato Mariano, delegado titular da 132ª DP (Arraial do Cabo), a prisão foi importante para cortar uma possível relação e expansão da facção para o Rio. "Ele é uma das lideranças do PCC que atuava diretamente no roubo de banco e carro forte em São Paulo.

A prisão é importante porque, além de devolver um criminoso de alta periculosidade e possibilitar que ele responda na Justiça, afastamos a possibilidade de mais um elo de contato entre criminosos de São Paulo e do Rio. Ele estava estabelecido temporariamente em Arraial, tinha comprado uma casa de luxo em Búzios e pretendia montar um pousada e morar definitivamente. Ou seja, abriria uma porta para um grande elo entre as facções".

Uma imagem divulgada pelo SBT demonstra o nível de entrosamento de Décio com a alta cúpula do PCC. No flagra, ele aparece conversando com Marcola, quando cumpriam pena juntos. Ainda segundo o delegado, a foto "demonstra bem que ele integra a cúpula dessa organização criminosa, que é uma das mais complexas de todo o país".

As diligências, que contaram com a participação do Delegado Geral da Polícia Civil de São Paulo, revelaram que Décio se escondia em Arraial do Cabo, mas administrava obra em casa de alto luxo em Búzios, onde afirmou que pretendia se fixar e abrir uma pousada, situação que revela a importância da ação contundente na quebra de um forte elo entre organizações criminosas do Rio e São Paulo.