A Polícia Civil apresentou nesta segunda-feira (9) a maior quadrilha especializada em roubo de gado do Estado. O grupo organizado se preparava para ampliar as ações e expandir os furtos para outros estados. No último ano, a quadrilha movimentou mais de R$ 1 milhão.
No total, dez pessoas foram presas em flagrante pelo crime e pelo menos três ainda serão presas. Helio Ângelo dos Santos; Dílson Aparecido Almada, 38; e Ronaldo Ribeiro Melo, 25; são apontados como articuladores do bando.
Além da estrutura, os três forneciam os peões que praticavam os furtos. Os gados mais visados eram os de fazendas próximas à beira de estradas. As investigações se iniciaram depois do registro de um boletim de ocorrência dando conta de que 28 bezerros, destinados ao melhoramento genético e por isso com alto valor comercial, foram levados de uma fazenda em Campo Grande.

A partir daí, a polícia solicitou imagens de câmeras de segurança de postos de combustível nas saídas da cidade e identificou Helio, Dílson e Ronaldo em negociações em dos locais. A partir deles, Elias Gomes, 52 anos; Luis Fernando de Oliveira Farias, 26; Eliton Pereira Souza, 26; Antônio da Paz Melo, 45; e os irmãos Odair José Morais, Marcos Lean Morais e Marcio Antônio Morais, também foram presos.
A ação era feita durante a madrugada. Depois de furtarem o gado, Elias ficava responsável por esconder os animais no município de Aquidauana. Elias também tratava de “esquentar” as notas do gado. A polícia agora investiga quem seria o fornecedor das notas falsas.
De acordo com o delegado adjunto do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), Fábio Peró, a quadrilha praticava os furtos há anos e se preparava para fortalecer no ramo. O grupo contava com caminhões, peões habilidosos e toda estrutura necessária para realizar os furtos.
Pelo menos 12 boletins foram registrados por furto de gado e as 300 cabeças localizadas em um esconderijo em Aquidauana possuem diversas, mais de 30, marcas sobrepostas, o que dificulta a investigação.

O crime de roubo de gados é uma reclamação antiga de pecuaristas do Estado, de acordo com o diretor- secretario da FAMASUL (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Ruy Faccini, esta prisão é considerada um “alivio” para a categoria. “Os furtos de gado tem aumentado muito aqui no estado e é uma insegurança muito grande pros pecuaristas”, explicou.
Além dos 10 presos, nove veículos e duas armas de fogo também foram apreendidos.







