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Polícia

Polícia prende servidor suspeito de abusar jovens no escritório onde trabalhava

Servidor comissionado da Câmara de Vereadores abusou de pelo menos 19 meninas entre 11 e 18 anos no local de trabalho

18 abril 2019 - 09h09Por Da redação/Gazeta Web

A reportagem da TV Gazeta conversou com uma das vítimas de Benício Vieira de Lima, suspeito de estuprar 19 mulheres entre 11 e 18 anos desde o ano de 2015, em seu local de trabalho, um escritório situado em Maceió, Alagoas. A menina relatou que Benício era bastante violento e a ameaçava chamar outros homens caso ela gritasse. 

Na entrevista, a vítima relatou que foi abordada com uma arma de fogo e colocada, à força, dentro do carro. Já no veículo, foi obrigada a baixar a cabeça para não ver o caminho percorrido pelo suspeito. No local, Benício Vieira praticou sexo com a vítima. 

"Fiquei com ele por mais de duas horas. Ele exigia que eu não gritasse e, se eu fizesse isso, chamaria outros homens. Já na volta para casa, ele me obrigou a não dizer nada", disse a vítima.  A garota ainda disse que procurou a polícia, junto com o pai, para relatar o ocorrido. O crime foi em novembro do ano passado. 

OPERAÇÃO

Uma operação da Polícia Civil prendeu um suspeito de estupro no início da manhã desta segunda-feira (15), no bairro de Guaxuma, em Maceió. Benício Vieira de Lima, 45 anos, vinha cometendo diversos estupros desde o ano de 2015, sendo 9 casos confirmados através do reconhecimento das vítimas e outros 10 sob investigação.

O suspeito foi conduzido até o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), no bairro de Mangabeiras, em Maceió. De acordo com informações da delegada Ana Luiza Nogueira, gerente da Polícia Judiciária da Região 1 (GPJ1), a força-tarefa foi de extrema relevância, levando-se em conta as investigações iniciadas há algum tempo. A delegada intitulou o suspeito como "estuprador em série".

Benício é servidor comissionado da Câmara de Vereadores de Maceió. Ao todo, nove casos já foram confirmados por meio de provas técnicas e o reconhecimento das vítimas, cujas idades variavam entre 11 e 18 anos. Outros 10 casos suspeitos estão sob investigação.