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Polícia

Polícia quebra esquema de venda de cocaína a caminhoneiros

Tráfico de drogas

06 fevereiro 2014 - 11h00Por Kerolyn Araújo e Schimene Weber

Foram apresentados nesta quinta-feira (06), na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Wendryw Martins dos Santos, 22, Odenir Dias de Alencar, 37 e Luis Carlos Alves Rodrigues, presos nesta semana por tráfico e associação qualificada para o tráfico de drogas nas rodovias que cortam a Capital.

As investigações tiveram início no dia 10 de setembro do ano passado, quando Manoel Nelson Dias de Alencar, irmão de Odenir, foi preso acusado do mesmo crime. A partir dessa data, a polícia intensificou a procura pelos traficantes que vendiam drogas para caminhoneiros que trafegam pelas rodovias do Estado.

A cocaína que era comercializada pelos traficantes era de origem boliviana. Elas eram vendidas nas margens das rodovias através de abordagens ou por agendamentos por telefone. Cada papelote custava R$ 50,00 e eles costumavam abordar de 10 à 15 caminhoneiros diariamente. Conforme o delegado João Paulo Sartori, responsável pelas investigações, o "negócio" movimentava aproximadamente 1 milhão de reais por ano, apesar deste esquema acontecer há somente dois meses.



Prisão

Odenir Dias Alencar, que era quem comandava a quadrilha, foi preso em flagrante em sua casa. Os policiais encontraram enterrado no galinheiro do imóvel, um quilo de cocaína. A prisão do chefe do tráfico levou a equipe de investigação até os comparsas, responsáveis pela venda da droga na BR, Wendryw Martins dos Santos e Luis Carlos Alves Rodrigues.

Além da droga, com os "vendedores" foram encontrados mais de R$ 1 mil em dinheiro, várias trouxinhas de cocaínas prontas para a venda e anotações que controlavam o lucro do trio.


Os caminhoneiros que compravam a droga e que foram identificados, foram encaminhados à delegacia para prestarem depoimento, sendo posteriormente liberados. Eles alegaram que adquiriam o entorpecente para ficarem acordados, devido às longas horas de viagem exigidas pelo trabalho.

A polícia continuará investigando o caso para descobrir se há mais pessoas envolvidas no crime e a origem da grande quantidade de dinheiro que circulava nas ações. Ainda segundo o delegado, será feito o pedido de quebra de sigilo bancário dos traficantes.