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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Polícia suspeita que casal degolado foi vítima de ‘pessoa próxima’

Crime bárbaro

17 setembro 2015 - 11h16Por Mariana Anunciação

As investigações sobre a morte do casal degolado, durante a manhã de terça-feira (15) dentro da própria residência, localizada no assentamento Vale Verde, cerca de 50 km de Campo Grande, continuam em ritmo acelerado. O crime chocou a pacata cidade de Jaraguari. Abner Rodrigues da Silva, 75 anos, médico conhecido na região de Costa Rica e a esposa, Irene Barbosa Soares, 53, foram encontrados mortos pelo vizinho, após ligação dos familiares.


Os parentes estranharam o desaparecimento de ambos, já que Irene nem compareceu na missa de domingo (13), como de costume. Abner foi encontrado em um cômodo amarrado a uma cadeira caída e degolado, enquanto sua esposa estava no quarto, presa com uma corda na cama, quase totalmente degolada e com indícios de estupro.


O delegado Antenor Batista da Silva Junior, titular da Delegacia de Polícia Civil de Bandeirantes e oito anos em substituição legal de Jaraguari, afirma que a linha de investigação do assassinato “indica um acerto de contas”. Aparentemente, não foi levado nada da residência. Mas a polícia destaca que “trabalha com todas as hipóteses e não descarta outras possibilidades, como latrocínio (roubo seguido de morte)”.

A polícia explicou que devido aos requintes de crueldade e a forma como ocorreu as mortes, tudo indica, que seja “alguém próximo ao convívio do casal”, como algum morador do assentamento, familiares, ou alguém que trabalhou ou teve relação com ambos. A princípio, um dos principais suspeito seria um pedreiro, que teve o nome preservado. Dias antes, ele teria se desentendido com Abner sobre a forma de pagamento da obra na casa.

De acordo com a polícia civil, foram feitas oitivas com diversos familiares, vizinhos e até mesmo o pedreiro. Como ninguém despertou suspeitas maiores, não houve detidos e as investigações continuam. O fato é que se verifica tudo dentro da normalidade e, se eventualmente, for constatado algum tipo de ligação com o crime, o delegado afirmou que poderá pedir prisão preventiva.


Prazo


O delegado afirmou que o procedimento é fazer as oitivas para ir afunilando as investigações e com o auxílio dos exames técnicos e de perícia poderá chegar à autoria do crime. O inquérito tem o prazo de 30 dias, mas pode ser prorrogado, conforme o andamento do caso.