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Policiais militares são obrigados a dobrar carga horária de trabalho por causa da greve

PMs tiveram que dormir no chão por falta de camas e colchonetes no batalhão

14 JUN 2019
Da redação/Meia Hora
14h59min
Foto: Reprodução/Meia Hora

Cerca de 40 policias militares do 5º BPM (Praça da Harmonia), na Gamboa, na Zona Portuária, que deveriam largar serviço na manhã desta sexta-feira foram obrigados a ficarem de prontidão e dobrar a carga horária.

Segundo denúncias, a ordem partiu do comando do batalhão por causa da greve geral marcada para hoje. De acordo com apuração do DIA, os agentes tiveram que dormir no chão por falta de camas e colchonetes no batalhão.

"Fomos obrigados a ficar aquartelado para ver se acontece alguma coisa. Eu entrei às 18h de ontem e deveria sair hoje às 6h. Entretanto, não sabemos a hora que vamos sair porque a qualquer hora podemos ser convocados", disse um agente. Ninguém está autorizado a sair do local. "Estamos de plantão por tempo indeterminado. Estamos largado e abandonados", informou.

MANIFESTAÇÕES

As manifestações por causa da greve convocada para esta sexta-feira começaram no fim da madrugada. Um dos principais pontos de concentração dos grevistas foi a Avenida Brasil, na altura do Into.

Um grupo chegou a fechar a via expressa, provocando reflexos na Brasil e em toda Ponte Rio-Niterói. Eles deixaram o local após um confronto com PMs, que lançaram bombas de efeito moral.

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