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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Policial tenta dispersar festa com tiro e acaba tendo que fugir pra casa

25 setembro 2015 - 08h56Por Rodson Willyams e Mariana Anunciação

Ismar da Silva Almeida, 23 anos, Nilton Batista Rondoro, 47, foram presos e dois adolescentes de 16 anos apreendidos, após se envolverem em uma confusão com um policial civil, por volta das 3 horas da manhã, desta sexta-feira (25), no bairro Jardim das Mansões, em Campo Grande.

Segundo o delegado Hoffman Dávila de Souza, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Piratininga, Nilton realizava uma festa na sua residência quando o policial que mora nas proximidades chegou ao local e pediu para que baixassem o volume do som, e parassem com os fogos de artifícios que estavam sendo disparados durante a madrugada.

Assim que se identificou para o grupo de pessoas que estava na casa, o policial começou a ser ameaçado com frases como 'corre que você vai apanhar' e foi perseguido. Ele sacou a arma e fez um disparo para o chão na tentativa de controlar o grupo. No entanto, a ação não funcionou e o policial teve que se abrigar na sua casa.

"Agindo sobre o manto da legítima defesa já que eram quatro pessoas contra um policial, ele foi obrigado a disparar no chão para dispersar e mesmo assim, não se intimidaram e o perseguiram até a sua residência", comentou o delegado.

O pessoal seguiu o policial e ficou na frente da casa dele. Foi necesário pedir ajuda para a Polícia Militar. Assim que os militares chegaram na residência havia apenas um homem que acabou preso. Os policiais foram até o local da festa, e após também serem agredidos verbalmente, acabaram levando todos para a delegacia. Os dois adolescentes de 16 anos ficaram apreendidos na delegacia e irão para a Unei.

Os dois homens que foram presos e encaminhados para a Depac-Piratininga devem responder pelos crimes de corrupção de menores, oferecer bebida alcoólica a menores de idade, desacato, desobediência, ameaça, resistência à prisão, e pertubação do direito público sem direito a fiança.

"Que essa decisão da nossa instituição sirva de exemplo à população, porque tem um caráter pedagógico, para demonstrar que as pessoas devem aprender a usar o seu tempo adequadamente e sem invadir o espaço do outro", finalizou o delegado. A identidade do policial não foi divulgada.