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Polícia

Pai e filhos são presos acusados de matar servidor público em confusão por pipa

Um deles já havia assassinado outra pessoa em Goiás

29 novembro 2018 - 10h35Por Anna Gomes

Uma briga, que supostamente teria sido motivada por uma pipa, foi o estopim para um trio matar um funcionário público no estado de Pernambuco. Os três foram localizados pelos policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) em Campo Grande. A prisão do trio aconteceu na tarde desta quarta-feira (28), no Bairro Maria Aparecida Pedrossian.

Conforme o delegado João Paulo Sartori, o crime que vitimou o servidor público Francisco de Assis Rezende da Silva, 46 anos, aconteceu no dia 10 de agosto deste ano na cidade de Petrolina.

Pai e filhos foram presos por atirarem e esfaquearem Francisco. Após cometer o assassinato, o trio fugiu para Campo Grande. Ainda de acordo com o delegado, Ailton Luiz Lima, 52, teria se envolvido em uma briga com a vítima e acabou atirando no homem. Um dos filhos, Emerson Siqueira da Silva, 31, viu toda confusão e terminou de matar Francisco com vários golpes de faca. Já o outro preso, Enderson Siqueira da Silva, 25, teria ajudado com a fuga do irmão e do pai.

Sartori explica que a Polícia Civil de Pernambuco entrou em contato com os policiais de MS e, em um trabalho conjunto, conseguiram chegar até o trio. Durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (29), Ailton disse que a briga com o servidor público começou após uma discussão com o filho da vítima que estaria soltando pipa na rua.

(Armas apreendidas na residência dos suspeitos. Foto: Anna Gomes)

“A linha estava com cerol, briguei com o adolescente e, depois, o pai dele foi até a minha casa para me agredir. Peguei meu revólver e atirei, meu filho me ajudou e esfaqueou. Enderson chegou e fugimos em seu carro após ver um anúncio de emprego aqui na cidade”, disse Ailton.

Durante a abordagem policial, os policiais conseguiram apreender uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 38 na residência onde o trio estava alugando.

Emerson já seria um velho conhecido da polícia e, antes de ajudar a matar Francisco, já havia matado outro homem no estado de Goiás. Ailton e Enderson não tinham passagens policiais.