Por meio de grupos em aplicativo de mensagens, um esquema criminoso comercializava desde psicotrópicos até anabolizantes e antibióticos sem qualquer controle médico em Campo Grande. A investigação, conduzida pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), terminou em prisões em flagrante e 11 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos da capital nesta quinta-feira (21).
Um dos presos é um homem de 53 anos, flagrado em uma casa no Bairro Rita Vieira com frascos lacrados de clonazepam, ampolas de testosterona, inclusive de fabricação estrangeira, anabolizantes, antibióticos e outros medicamentos de venda restrita.
Aos policiais, ele confessou que revendia os produtos de forma irregular, utilizando grupos de WhatsApp para a negociação. O celular dele foi apreendido, e ele acabou autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Farmácia, distribuidora e até entidade filantrópica entre os alvos
As investigações, que duraram mais de um ano, apontaram que o grupo era formado por comerciantes, clientes e responsáveis por estabelecimentos, incluindo farmácias, uma distribuidora de medicamentos e até uma associação filantrópica. Nas conversas monitoradas, eram ofertados livremente medicamentos que exigem receita médica e até substâncias restritas, proibidas para venda direta ao consumidor.
Durante a operação, uma farmácia na Vila Cidade Morena foi um dos principais alvos. No local, policiais encontraram anabolizantes, remédios sem nota fiscal, alimentos vencidos e produtos armazenados de forma irregular. O dono foi autuado em flagrante e preso.
Também foram cumpridos mandados em uma distribuidora de medicamentos e em uma instituição filantrópica, que teriam participação nas negociações.
A operação começou às 8h30 e envolveu equipes da Decon, da Deaiji (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), da Deadfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários), da Polinter (Polícia Interestadual) e do Garras.
Segundo a Polícia Civil, os levantamentos indicam que a prática vinha gerando riscos diretos à saúde da população e comprometendo a segurança sanitária, já que os produtos eram vendidos sem prescrição, em desacordo com a lei e armazenados de forma irregular.







