A dinâmica da queda do avião que matou o documentarista Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, o produtor e diretor Rubens Crispim Júnior, o piloto Marcelo Pereira de Barros e o arquiteto chines Kongjian Yu na região pantaneira de Aquidauana foi identificada, de forma preliminar, pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Conforme investigação conduzida pela DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), o pouso realizado por Marcelo, piloto responsável, não seguiu as normas de tráfego aéreo, pois foi realizado após o horário permitido para operação visual diurna da pista, ultrapassando em aproximadamente 30 minutos o limite estalecido. Além disso, a aeronave não possuía autorização para voos a noite.
Quando Marcelo tentou pousa, a visibilidade baixa comprometeu a aproximação inicial do avião, que ocorreu desalinhada ao eixo da pista. O piloto executou uma arremetida e iniciou nova tentativa de pouso. No entanto, durante a manobra de curva à esquerda (curva base) para realinhamento, a aeronave colidiu com uma árvore de aproximadamente 20 metros de altura, localizada a cerca de 300 metros da cabeceira da pista. O impacto levou à queda da aeronave.
A investigação apura eventuais irregularidades associadas à operação do voo e questões relacionadas às autorizações da aeronave e do piloto; além do deslocamento por região classificada como ZIDA (Zona de Identificação de Defesa Aérea), conforme normativas do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), sem apresentação de plano de voo.
As diligências seguem sob coordenação da delegada Ana Cláudia Medina, diretora do DRACCO, com prazo inicial de 30 dias para conclusão do inquérito, contados a partir da data do fato, podendo ser prorrogado por igual período conforme necessidade investigativa.







