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terça, 29 de setembro de 2020
Polícia

PRA QUE TANTO ÓDIO? Mulheres são violentadas e não há o que comemorar mesmo em datas especiais

Dia das Mães, assim como o Dia das Mulheres, foi de sangue feminino derramado em MS

13 maio 2020 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Seja Dia das Mães, Dia das Mulheres, ou qualquer data comemorativa, as mulheres não estão tendo muito o que celebrar, já que são constantemente violentadas e até mortas por maridos, namorados e ex-companheiros.

Neste ano, em Mato Grosso do Sul, um dia antes da data especial para as mães, Celeide da Silva de Souza, 35 anos, teve 75% do corpo queimado pelo marido em Anastácio. Ela não resistiu e morreu na noite de anteontem (11), na Santa Casa de Campo Grande.

Celeide estava dormindo quando o marido ateou fogo nela com álcool, na madrugada do último sábado (9). Ao ser preso, o agressor, de 34 anos, disse que cometeu o crime por ciúmes. O fogo destruiu o quarto onde a vítima estava.

Já na noite desta segunda-feira (11), Elza Lima Soares, 46 anos, foi morta a tiros ao tentar defender a filha Roseli Costa Soares, 28 anos, da violência do ex-marido, que não aceitava o término do relacionamento. Weber Barcelos da Silveira, 36 anos, cometeu suicídio após matar a ex-sogra e ferir a ex.

A brutalidade foi cometida na frente do filho do casal, de apenas 11 anos.

Também neste ano, 24 horas depois da comemoração do Dia das Mulheres, sem chance de defesa, Regina Bispo Ramos, 42 anos, foi morta a facadas no distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante. O suspeito foi identificado como Ademir Ramirez Barbosa, 23 anos, que fugiu após o crime.

Regina, segundo moradores que a conhecia, era uma mulher muito querida e simpática e deixou cinco filhos.

Dados

No final de semana de comemoração ao Dia das Mães, a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) registrou 40 casos de violência doméstica em Campo Grande.

Destes registros, 4 foram flagrantes. Conforme divulgado pela especializada, também foram cumpridos um mandado de prisão e um total de cinco agressores presos, todos por violência doméstica.

Conforme dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) do início do ano até agora foram registrados 3.680 casos de violência doméstica e 13 feminicídios.

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