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Polícia

27/02/2025 11:41

Presidente da comissão de formatura de Direito desvia R$ 77 mil da turma e usa no 'Tigrinho'

Estudantes tentam juntar valores novamente para realizar evento, enquanto que buscam reaver dinheiro na Justiça

Alunos do curso de Direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF) de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, denunciaram a presidente da comissão de formatura, Cláudia Roberta Pinheiro Silva, de 31 anos, após ela supostamente ter desviado quase R$ 77 mil destinados à organização da festa de formatura.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura os crimes de apropriação indébita e estelionato.

Segundo a estudante Nicoli Bertoncelli Bison, de 23 anos, ela soube do desfalque por meio de uma mensagem enviada pela própria Cláudia. A presidente da comissão confessou ter perdido o valor em apostas online.

Em uma conversa de aplicativo, Cláudia revelou que se viciou em jogos como "Tigrinho" e começou a apostar o dinheiro arrecadado para a formatura, tentando recuperar o que havia perdido. "Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo", escreveu.

Reprodução/g1

O valor arrecadado pelos alunos havia sido reunido ao longo de três anos de curso. O montante, que estava sob a responsabilidade de Cláudia, foi pago por eles com a promessa de garantir uma festa de formatura em 2025.

O contrato com a empresa responsável pelo evento já havia sido fechado com um adiantamento de R$ 2 mil. O restante do valor, R$ 76.992,00, estava previsto para ser pago em dezembro de 2024. No entanto, com a falta do pagamento, a empresa fez um ultimato aos estudantes em janeiro, alegando que a presidente da comissão afirmou não ter mais o dinheiro.

Nicoli relatou que os alunos nunca suspeitaram de irregularidades, pois Cláudia sempre se mostrou comprometida e engajada na organização da formatura. "A gente não desconfiou de nada porque, desde o início, ela sempre foi muito assim: 'vou atrás, vou fazer'. Quem ia imaginar que, em um mês, o nosso sonho ia por água abaixo? Nunca passou pela nossa cabeça", disse.

A Polícia Civil, que abriu um inquérito para investigar o caso, informou que está em busca de informações para rastrear e, se possível, recuperar o valor desviado. Testemunhas, vítimas e a própria suspeita serão ouvidas nos próximos dias.

Enquanto a investigação prossegue, os estudantes decidiram se unir novamente para arrecadar o valor necessário e tentar realizar a formatura em maio deste ano.

Eles iniciaram uma vaquinha online e também estão organizando eventos para viabilizar a festa. A empresa responsável pela organização da formatura e a universidade foram procuradas, mas não se manifestaram até o momento.

 

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