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PMCG - Prestação de contas

Presidente da Omep é levada para presídio feminino após depoimento ao Gaeco

Maria Aparecida Salmaze foi alvo da operação Urutau

13 DEZ 2016
Thiago de Souza e Amanda Amaral
18h47min
Maria Salmaze (esquerda) está no presídio feminino Foto: Omep

A presidente da Omep (Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar), Maria Aparecida Salmaze, deu entrada no presídio feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, após prestar depoimento no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na tarde desta terça-feira (13). 

A informação foi confirmada pelo presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stroppa Garcia. Salmaze depôs na sede do Gaeco por cinco horas. 

O advogado que defende a Omep e a Seleta, Laudson Cruz Ortiz, disse que a operação foi uma surpresa, e que tomou conhecimento dos detalhes há pouco. Ele descarta investigação sobre cedência de funcionários e acha que o Gaeco apura utilização de recursos públicos para benefícios próprios. Porém, Ortiz não entrou em detalhes. 

Além de Maria Aparecia, o advogado confirmou outras duas prisões, também de mulheres, que são da Seleta. O defensor disse que a exposição das pessoas envolvidas no caso foi desnecessária, visto que as entidades tem colaborado com as autoridades e entregue documentos diversos para a polícia. 

Os últimos a prestar depoimento aos promotores do Gaeco foram a tesoureira da Omep, Aline Aparecida de Souza, que não quis se pronunciar, Ana Cláudia Alencar, chefe do departamento pessoal da Seleta, Rodrigo Puerto, genro de Maria Aparecida Salmaze, e ex-presidente Municipal da Omep. 

Urutau 

A Operação do Gaeco investiga fraudes em convênios mantidos entre as organizações Omep e Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária) junto com a Prefeitura Municipal. Para o dia de hoje estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, sete conduções coercitivas e três mandados de prisão preventiva.

Além das fraudes nos convênios, o Gaeco investiga crimes como falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa. A vereadora Magali Picarelli (PSDB) foi uma das interrogadas pelo grupo de atuação, mas não deu detalhes sobre o que foi questionado. O gabinete dela na Câmara Municipal também foi alvo de busca. 

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