GOV AGEMS
Menu
quarta, 08 de dezembro de 2021 Campo Grande/MS
ALMS - NOVEMBRO
Polícia

Preso por esfaquear irmã de Marielly diz que amarrou esposa 'apenas para conversar'

Advogado diz que ele fugiu por medo de sofrer alguma agressão

04 dezembro 2018 - 18h34Por Thiago de Souza

Hugleice da Silva, 35, contou que esfaqueou a mulher, Mayara Barbosa, na casa onde viviam em Rondonópolis, no dia 18/11, por raiva de ter encontrado foto dela com suposto amante, deitados na cama usada pelo casal. Em depoimento na tarde desta terça-feira (4),  em Rondonópolis, ele diz que amarrou os braços da vítima apenas para conversar, já que ela estava alterada.

A informação é do advogado dele, José Roberto da Rosa, que acompanhou o depoimento do cliente no Presídio de Mata Grande, em Rondonópolis.

No depoimento, segundo Rosa, o suspeito contou que acordou ao ouvir o sinal de uma mensagem de texto no celular de Mayara. Ele foi ao banheiro e mexeu no aparelho até ter acesso a fotos e mensagens supostamente dela com um amante.

''O que ele diz é que ficou irado ao ver a foto da esposa deitada com a cabeça no colo do homem em cima da cama deles'', relatou José Roberto. Na sequência, ele teria acordado a mulher de forma truculenta e os dois passaram a discutir.

Hugleice relatou que em dado momento a esposa pegou uma faca, mas que tomou a arma da mão dela e depois entraram em luta corporal. Depois ele assume que a golpeou para parar as agressões.  

''Ele fugiu por medo de acontecer algo com ele, mas não quis mata-lá. Se quisesse teria matado ali mesmo'', reflete o defensor, que acrescenta que o cliente está ferido no pé e machucou a boca na briga.  

À Polícia Civil, Mayara conta que foi amarrada e agredida por Hugleice. Em sua versão, ele diz que atou as mãos dela com fita crepe apenas para conversar, já que ela estava alterada. No entanto, ela teria conseguido se soltar.

Inquérito

José Rosa diz que Hugleice foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado. Ele vai pedir à Justiça de Mato Grosso a revogação da prisão preventiva, alegando que o cliente  é tecnicamente réu primário e não oferece risco a sociedade, por isso pode responder em liberdade.

Outra medida do defensor é tentar mudar a tipificação do crime, que ele considera como lesão corporal com violência doméstica, e não tentativa de assassinato. Ele informou que um dos motivos que embasou a prisão de Hugleice foi uma mensagem que ele enviou à então sogra, o que foi entendido por ela como ameaça.

''Não foi ameaça, foi apenas um pedido de desculpas. O Hugleice aceitou quebrar o sigilo telefônico dele e vai provar que a mensagem não foi intimidação'', justificou José Rosa.

Ocultação de cadáver

Hugleice da Silva é reu em um proceso onde é acusado de ocultar o cadáver de sua cunhada, Marielly, com quem tinha um caso amoroso, em 2011. Ao descobrir que ela estava grávida, ele conseguiu que ela passasse por um aborto clandestino, que terminou com a morte dela. Ele e um enfermeiro colocaram o corpo dela em um carro e abandonaram em uma plantação nos arredores de Sidrolândia.