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Polícia

Preso por sequestrar jovem para elucidar morte do filho é assassinado com seis tiros

Vítima, de 40 anos, estava em liberdade e também é apontado como membro do crime organizado na fronteira

05 novembro 2018 - 19h12Por Thiago de Souza

Luiz Carlos Gregol, 40 anos, foi assassinado com seis tiros, na tarde desta segunda-feira (5), na avenida Pedro Manvailler, centro de Amambai. A vítima estava em liberdade condicional após ter sequestrado um jovem que teria informações sobre o assassinato do irmão e do filho dele, no dia 8 de julho, em um lava rápido da cidade.

Conforme o Dourados News, não há informações sobre o suspeito do crime.

Conhecido como ''Tatá'', Luiz Carlos foi preso no dia30 de julho por posse ilegal de arma de fogo, associação criminosa e sequestro. À época, ele e outras três pessoas abordaram e sequestraram um rapaz e o colocaram em uma caminhonete, no jardim Universitário.

Tatá foi morto com pelo menos seis tiros no centro de Dourados. (Foto: Reprodução Dourados News)

Os amigos do rapaz, diz o site, observaram a ação e acionaram a Polícia Militar. Após rondas, a PM localizou o veículo com os envolvidos na rua Passo Fundo, cruzamento com a Cider Cersózimo, no mesmo bairro.

Luiz Carlos foi preso com o restante do grupo e depois transferidos à PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Ainda segundo o site, o objetivo de Tatá era obter informações do duplo homicídio que vitimou o irmão, Carlos Domigos Gregol, 38 anos,  e o filho, Gabriel  Gregol, no dia 8 de julho.

O crime

As duas vítimas foram ao lava jato, que fica na rua Coronel Ponciano, deixar um trailer que carrega animais para lavar. Assim que retornaram para buscar o compartimento, foram surpreendidos por suspeitos e mortos com vários tiros de pistola calibre .40.  

Outros crimes

Conforme o Porã News, Tatá é apontado como membro do crime organizado na fronteira com o Paraguai. Ele era suspeito de ter ordenado a chacina que deixou cinco mortos e dois feridos, em 19 de outubro de 2015, em Paranhos, cidade a 469 km da Capital.

Naquele dia, pistoleiros em duas caminhonetes dispararam pelo menos cem tiros em um grupo que estava numa padaria na área central de Paranhos.

Morreram Bruno Vieira de Oliveira, 26, Mohamed Youssef Neto, 31, Rodrigo da Silva, 28, Denis Gustavo, 24, e Arnaldo Andres Alderete Peralta, 32. Anderson Cristiano, 27, e Diego Zacarias Alderete Peralta, 26, sobreviveram, mas o segundo teve a perna amputada em consequência do ferimento.

Arnaldo e Diego eram filhos de Zacarias, um dos traficantes mais temidos da região de Paranhos, chefe do chamado ''Bando do Zacarias''.

Para vingar os filhos, Zacarias teria ordenado a morte de várias pessoas suspeitas de envolvimento na chacina e de parentes dos rivais.