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Polícia

21/11/2014 12:11

Prisão de policiais e armamento deflagra 'guerra' entre PM e Guarda Municipal

Armas ou não?

A prisão de um policial militar por um guarda municipal deflagrou uma "guerra" entre as duas instituições. Agora, a entidade que representa os militares quer uma nova discussão, e põe em xeque o armamento da Guarda Municipal de Campo Grande, que está prestes a acontecer.

A previsão é que 100 guardas municipais deverão portar armas até janeiro de 2015. Porém, segundo o presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva, existe a necessidade de rediscutir esse assunto.

De acordo com Edmar, muitas ações realizadas pela categoria, mostram o despreparo de alguns agentes, designados exclusivamente para a preservação do patrimônio público. O presidente da ACS, lembrou o fato que aconteceu próximo à feira central da Capital, onde um agente prendeu um soldado da Polícia Militar. Edmar acredita que as prerrogativas do policial  foram desrespeitadas, já que ele só poderia ter sido conduzido até a delegacia escoltado por policiais militares. Segundo Silva os guardas teriam, inclusive, se recusado a chamar a Polícia Militar durante a ocorrência. Além disso, o militar foi algemado e conduzido até a Delegacia Policial no compartimento dos presos da viatura.

“Foi uma ação desastrosa, sem o mínimo de respaldo legal e desnecessária. Mesmo desarmado, esse bando agiu desta forma. Imagina se estivessem com armas? Temos que repensar o armamento da Guarda Municipal, pois, se com um policial militar preparado eles foram covardes, imagina com um cidadão comum”, criticou Edmar.

  Foto: Rodson Willyams

                                                Edmar Soares da Silva. Foto: Jeozadaque Garcia

No último dia 30 de outubro, 100 homens voluntários da corporação, concluíram o curso básico de 20 horas, do Curso de Capacitação de Controle de Distúrbio da Guarda Municipal. "São homens que se voluntariaram, possuem o perfil e assumiram o risco de ser frente. Eles serão do Grupo Especial da Guarda Municipal e atuarão em momentos de conflitos civis", explicou o prefeito Gilmar Olarte (PP).

Segundo o comandante Valério Azambuja, esses homens irão permanecer nos mesmo locais, estarão divididos nas bases e sub-bases da Guarda Municipal. "Caso seja necessários acioná-los, nós vamos convocá-los e em 15 a 20 minutos estarão no local de conflito. Esse curso que eles passaram foi o básico, mas janeiro eles deverão passar por um curso avançado, sendo um intensivo de 30 dias. E esse curso ficará aos cuidados da prefeitura".

Para Valério, a intenção é que em 2015, 600 guardas municipais passem por capacitações específicas, deste 100 serão para o Trânsito e 200 a 300 para armamento. "É importante enfatizar que dos 1.300 guardas municipais, 600 já passaram por outros cursos de capacitação de 470 horas, o que é muito bom para nós", concluiu.

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