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sexta, 21 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Professor acusado de estupro nega acusações e culpa criança de 5 anos

21 outubro 2015 - 15h42Por Alessandra Carvalho

Denunciado pelo abuso sexual de uma criança de 5 anos, um professor de educação física substituto da rede municipal negou as acusações e ainda tentou culpar o menor de idade. A situação ocorreu quando o pai da criança foi à instituição de ensino, em Campo Grande.


O pai do menino afirmou que foi à Escola Municipal Professora Maria Tereza Rodrigues, no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na tarde de ontem (20), e pediu esclarecimentos a respeito da denúncia da criança.


“O meu filho chegou triste da escola e estava muito quieto. Ele disse que tinha uma coisa para me contar. Não acreditei no absurdo, na mesma hora fui à escola e chamei a direção. Fiquei na frente do professor, ele negou e ainda quis dar uma lição de moral no meu filho. A diretora não teve muita reação e explicou que ele era professor substituto e que foi contratado por outra professora. Todos estão errados. Como contrata uma pessoa sem passar por uma seleção?”, disse a mãe.


Conforme o registro policial, os alunos estavam brincando na sala de aula e o professor, de 29 anos, pediu para o menino ficar próximo de uma mesa escolar. A criança declarou para os pais que sentia o professor passar a mão no órgão genital.


A criança estava constrangida após a ação e o foi convidado para ir até o banheiro e tirar fotos nuas. O delegado Paulo Sergio Lauretto, da Depca (Delegacia Especializado de Proteção à Criança e ao Adolescente), garantiu que o caso está sendo investigado.
O professor nega o fato, mas está preso suspeito do crime de estupro de vulnerável. Ele foi encaminhado para o Presídio de Segurança Máxima da Capital.


O celular do professor foi apreendido, mas a polícia não encontrou fotos da criança. “Vou ver o que vou fazer. Vou levar o meu filho para passear, ele tem que esquecer o que ocorreu. Ficou muito triste, ele gosta da escola, não sei como ele vai reagir se voltar pra lá. Se for necessário, vou trocá-lo de instituição e ver o que vai ser melhor para ele”.


A diretora da escola, Rosinete de Jesus, não quis falar do caso e declarou que acionou a Prefeitura Municipal de Campo Grande.