Um grupo de professores seguiu até a 3ª delegacia de Polícia Civil, lugar onde o professor Marcelo Araújo foi encaminhado após ser detido pelos Guardas Municipais durante o tumulto na manha desta terça-feira (4), Câmara Municipal de Campo Grande.
Revoltadas, várias pessoas foram testemunhar o ocorrido e afirmam que tanto Marcelo quanto uma outra professora teriam sido agredidos pelos Guardas Municipais de forma abusiva.
"Estávamos na Câmara pela 15ª vez reivindicando nossos direitos, para que o prefeito cumpra a Lei que nos prometeu no ano passado. O protesto era pacífico, pessoas à paisana se infiltraram e começaram toda confusão", disse uma educadora.
Marcelo já foi liberado da delegacia e seguiu para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para realizar exames de corpo de delito. Ele teria tentado evitar a agressão contra a colega. Já a professora está na Casa da Mulher Brasileira para denunciar o caso.
O presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, pede para que o prefeito Gilmar Olarte, do PP, tenha juízo e atenda o que prometeu para a classe.
"A categoria não quer agressão, estamos querendo que a prefeitura apenas cumpra a lei. Dinheiro o município tem, não cumpre porque não quer", desabafa.
Geraldo destaca que hoje a greve completa 65 dias e nada de acordo com a prefeitura. "Achamos que a Lama Asfáltica é produzida no meio de servidores que buscam seus direitos, lamentamos o que está acontecendo. Vamos até a Câmara reivindicar o que nos prometeram e somos agredidos", ponderou o presidente da ACP.

(Professores na delegacia no final da manhã de hoje. Foto: Anna Gomes)
Os professores que foram até a delegacia, dizem que depois vão até a sede do sindicato para discutir o que aconteceu nesta manhã. "Hoje às 16h haverá uma assembleia onde tomaremos uma posição", alertou Geraldo.
Greve
Os professores rejeitaram a proposta da prefeitura e a greve continua ainda por tempo indeterminado neste segundo semestre de 2015. Segundo o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), os educadores estão sendo enrolados pelo prefeito da Capital Gilmar Olarte (PP).
"Eles nos fizeram a proposta de 8,6% que seria paga só quando a prefeitura tivesse condições. Se o município estivesse realmente em crise, não teria nomeado 226 pessoas de outras áreas fora da educação. Estão enrolando a categoria, não estão dando a mínima para a educação", ponderou Geraldo.
A decisão de manter a paralisação foi realizada na sede do sindicato na manhã do último dia 27, onde a maioria dos educadores rejeitou a proposta feita pela prefeitura. A categoria está em greve desde o último dia 25 de maio, sempre tentando entrar em um acordo com o prefeito da Capital, que não se reúne com os professores.
No total, a greve durou até o dia nove deste mês, a paralisação ficou suspensa durante 15 dias devido as férias escolares e agora, completando 50 dias, a categoria resolveu continuar até a prefeitura pagar o que havia prometido.
"Nós parcelamos os 13,01% em dez vezes. Se a prefeitura está com dificuldades nós lamentamos que não tenham olhado a educação com prioridade. Não estamos pedindo nada e sim lutando por nossos direitos. O prefeito não está cumprindo a lei'', finalizou o presidente do sindicato.







