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Promotor confirma três prisões temporárias na operação Urutau

Marcos Alex afirmou que não pode revelar os nomes para não atrapalhar nas investigações

13 DEZ 2016
Dany Nascimento
12h55min
Foto: Geovanni Gomes

Após realizar buscas na sede da Seleta, acompanhado de diversos policiais do Gaeco  (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado), o Promotor de Justiça Marcos Alex Vera afirmou que não pode dar muitos detalhes da operação Urutau, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), mas confirmou que o Grupo deve efetuar 14 mandados de busca e apreensão de documentos, três prisões temporárias e sete conduções coercitivas na Capital.

De acordo com Marcos Alex, como as buscas envolvem muitos documentos, exige tempo dos policiais, que continuam percorrendo os locais para cumprir os mandados. Questionado sobre os nomes dos que tiveram a prisão temporária decretada, o promotor explica que não serão divulgados por enquanto, para não atrapalhar nas investigações.

"Eu peço desculpas à vocês, mas não posso dar detalhes da operação porque pode atrapalhar nas no cumprimento de buscas e apreensões. Não posso revelar o nome das prisões temporárias, apenas confirmo para você que se trata de três prisões temporárias, sete conduções coercitivas e 14 mandados de busca e apreensão", explica o promotor.

Vera destaca ainda que a operação apura a possível prática de improbidade administrativa e crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa em convênios mantidos pelo Município de Campo Grande com as entidades Organização Mundial para Educação Pré-Escolar do Estado de Mato Grosso do Sul (OMEP/BR/MS) e SELETA (Sociedade Caritativa e Humanitária – S.S.C.H) e seus dirigentes, prestadores de serviços e funcionários.

Os mandados foram expedidos pelo Juiz Mario José Esbalqueiro Junior, enquanto esteve designado para oficiar na 1ª Vara das Execuções Penais de Campo Grande, vinculada ao Provimento nº 162 do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Vereadora presta depoimento

A vereadora Magalli Picarelli (PSDB) deixou a Câmara Municipal e foi até a sede do Gaeco para prestar depoimento, após o cumprimento de busca e apreensão de documentos em seu gabinete. A parlamentar estava acompanhada de seu advogado, Carlos Marques, que negou que as buscas tenham algum envolvimento familiar.

Nesta manhã, a equipe do Top Mídia News entrou em contato com a vereadora, que destacou que todos os gabinetes seriam investigados. Na contramão, o procurador Gustavo Lazzari afirmou que esteve acompanhando as buscas e destacou que a operação é restrita ao gabinete de Magali.

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