Os agentes penitenciários denunciaram nesta semana, ao Sinsap-MS (Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul), que estão sendo coagidos e ameaçados pelos diretores de unidades penais para não aderirem a paralisação dos plantões.
De acordo com a Sinsap, foi decidido em assembleia que a categoria não iria mais fazer as horas extras a partir do dia 1º deste mês, pois esse é o “câncer” dentro dos presídios. Com as os agentes trabalhando horas a mais, o Estado não contrata os novos profissionais necessários para atender a demanda.
Normalmente, um agente penitenciário trabalha 24h, mas acabam tendo que trabalhar 38 horas corridas, ocasionando os diversos problemas de saúde devido o estresse por excesso de trabalho.
Segundo o sindicato divulgou na impresa, o correto seria que em todo o Estado 10.6 mil agentes, que garantiria para cada um dos plantões diários 2.662 agentes para cuidar de 13.5 mil presos, porém apenas 968 agentes de segurança e custódia; um total de 242 profissionais por plantão, ou seja, 1 agente para cada 56 pesos.
Desde a adesão da paralisação, o sindicato vem recebendo ligações de trabalhadores desesperados, com medo de serem transferidos ou ter o salário cortado. Agora, uma denuncia foi feita para o Ministério Público do Trabalho para que o caso seja investigado e os abusos acabem.







