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Usando empresa de fachada, quadrilha aplicou golpes de mais de R$2 milhões

Pelo menos 12 pessoas foram vítimas dos bandidos; polícia recuperou alguns veículos

14 DEZ 2016
Kerolyn Araújo
17h19min

Uma quadrilha de estelionatários responsável por dar golpes de mais de R$ 2 milhões por meio de uma empresa de fachada, que foi desarticulada na semana passada durante a operação Canindé, foi apresentada na tarde desta quarta-feira (14) pela Polícia Civil.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco), a quadrilha montou uma empresa de fachada, denominada como Soares Rocha Construtora LTDA, no bairro Itamaracá, em Campo Grande, onde conseguiram aplicar golpe em pelo menos 12 pessoas. "Eles compravam maquinários agrícolas e não pagavam. Os veículos eram vendidos com notas falsas em cidades do Mato Grosso", explicou a delegada. Ainda conforme a delegada, a quadrilha era bem dividida e cada um tinha a sua função específica. 

Durante a operação, foram presas 11 pessoas: J.E.S., 44 anos, que era o líder da quadrilha e se apresentava como dono da empresa; F.A. da S., 40 anos, atendente de balcão; M. M., 52 anos, responsável pelo setor financeiro; N. A., 57 anos, gerente da empresa; T. M. B., 54 anos, contador; V. R. A. B., 34 anos, que era uma espécie de 'laranja' de J.E.S.; e W. B., 24 anos, responsável pela logística; A. P. F. J., 37 anos; H. M. S., 30 anos; H. F. de L., 25 anos, e J. J. S. O., supostos representantes comerciais da empresa.

(Operação foi comandada pela delegada Ana Cláudia Medina. Foto: André de Abreu)

Conforme a delegada, foram recuperados cinco maquinários agrícolas, que já foram entregues aos donos, além de cinco veículos e uma motocicleta de luxo, que foram apreendidos. Todos os membros da quadrilha já foram indiciados.

Além de estelionato, os bandidos também responderão por falsificação de documento público e particular, uso de documento falso, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam 70 anos.

A operação foi realizada em Campo Grande, Cuiabá e Rondonópolis, ambas no Mato Grosso. 

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