Foi encerrada pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) a primeira fase da 'Operação Projeção'. No total, nove pessoas estariam envolvidas na organização criminosa investigada pela polícia e segundo a delegada que investiga o caso, Ana Cláudia Medina, os bandidos iriam vender os projetores de cinema estimados em R$ 24 milhões no Paraguai e pretendiam trocar por fuzis que seriam levados até as favelas no Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com Medina, até o momento, os policiais conseguiram prender três homens identificados como Luis César Andrade de 35 anos, Antônio Cláudio Barbosa, 38 e Célio Andrade de Barcelos, 37. Carlos Antonio Siqueira está foragido e a polícia ainda investiga outras cinco pessoas também estariam envolvidas com a quadrilha.
Os policiais apreenderam três carros de passeio e sete carretas que organização criminosa utilizava, eles que agiam há aproximadamente três anos e Ana Claudia diz que este é o maior furto de carga do país. Dos R$24 milhões, a polícia conseguiu recuperar R$20.

"Uma das carretas tinha a logo da empresa de Carlos com a intenção de favorecer o transporte até o país vizinho onde supostamente a 'alta autoridade do Paraguai', está envolvida. Com o dinheiro adquirido nas vendas dos projetores, os bandidos iriam levar fuzis para as favelas do Rio de Janeiro. A polícia aguarda deliberações da justiça para poder prender todos envolvidos", disse a delegada.
Caso: O furto aconteceu no mês de fevereiro na cidade de São Gonçalo, onde foram furtados 121 projetores importados com um valor milionário. Parte da carga foi localizada em Campo Grande através das investigações da “Operação Projeção”. Ao todo, os criminosos furtaram 121 projetores digitais importados da Bélgica e inúmeros acessórios dos Estados Unidos, que seriam entregues em salas de cinemas dos estados da região Sul e Sudeste do país. Parte da carga já havia sido recuperada em uma estrada em Minas Gerais.







