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Polícia

02/06/2025 15:52

'Quando eu olhei ele, eu tive dó', diz mãe ao ver assassino do filho em Campo Grande

Réu por morte de Gabriel, pediu para não depor em audiência na frente da mãe da vítima. Ela quer que acusado vá a júri popular

"Quando eu olhei ele, eu tive dó. Porque ele não acabou só com a minha vida, da minha família, ele acabou com a vida dele". As palavras fortes são de Katiuscia Valentina, que ficou frente a frente com Janderson Maxsuel Rochy da Silva, assassino do seu filho Jullian Gabriel da Silva Acosta, na tarde desta segunda-feira (2), em audiência de instrução e julgamento, em Campo Grande.

Essa era uma das oportunidades da mãe de ouvir o que o réu teria para falar sobre o dia do crime, a madrugada do dia 9 de janeiro. No entanto, viu o acusado se esquivar e pedir para não depor na frente dela. O juiz aceitou o pedido e Janderson só falará no dia do júri - caso ele seja julgado pelo crime.

Para Katiuscia, o assassino se mostrou decidido a falar tudo sobre o crime e em conversa com o TopMídiaNews, ela frisou que estava tudo preparado para o depoimento, mas a troca de olhares parece ter sido crucial para a mudança de rumo da audiência.

"Eu senti que ele não conseguiu olhar nos meus olhos pelo fato dele ter se arrependido do que ele fez com o Gabriel. A hora que ele me olhou, ele não tinha me visto, tinha até tirado as algemas, mas quando me olhou, ele falou que não iria depor".

Questionada sobre qual foi o sentimento da mãe em ficar frente a frente com Janderson, ela deu uma resposta bem sucinta e forte, pois não houve vontade de vingança, de querer xingá-lo ou qualquer coisa do tipo, mas sim outro sentimento.

"Quando eu olhei ele, eu tive dó. Porque ele não acabou só com a minha vida, da minha família, ele acabou com a vida dele, e ele é digno de expressão de dó, é uma pessoa que parece que não foi assistida, que é sofrida, que passou muitas coisas. Eu pensei que tivesse um sentimento de querer esganá-lo, mas eu tive dó".

Katiuscia ainda frisou que quer que o réu seja levado a júri popular. "Deus queira que ele vá para júri". O processo deve entrar na fase de alegações finais e contrarrazões para depois o juiz tomar a decisão se o réu vai ou não a júri popular.

O caso - Jullian Gabriel da Silva Acosta morreu na madrugada do dia 9 de janeiro, durante uma bebedeira que terminou em confusão em um bar na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada caída, com as vísceras expostas e lesões no tornozelo e nas costas, provocadas pelas facadas.

Após o crime, acredita-se que a vítima tenha tentado fugir e pedir ajuda, já que, a cerca de 150 metros do local, havia marcas de sangue.

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