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Polícia

Rafael foi pego dirigindo bêbado mesma caminhonete com que abandonou Izabelle

Processo, porém, está parado há 20 meses, mesmo juiz dando prazo de 10 dias

24 janeiro 2020 - 07h00Por Vinícius Squinelo

No dia 31 de agosto de 2018, há praticamente 20 meses, Rafael Valler era preso embriagado dirigindo uma caminhonete Volkswagen Amarok. Quase um ano e meio depois, o empresário estava no mesmo veículo quando acompanhava Izabelle Cristovam Coutinho, no dia de sua morte. Nesse meio tempo, a impunidade de um processo travado por meses a fio, quando o prazo era de 10 dias.

Valler, de 30 anos, foi flagrado dirigindo bêbado na madrugada. Ele estava na caminhonete, de placas QAM-3020, trafegando em zig-zag pela rua Paraíba, próximo da avenida Afonso Pena. Ao ver as forças policiais, tentou fugir. Foi perseguido, parado e encaminhado para a Delegacia de Polícia.

Rafael primeiro se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas aceitou com a presença do seu advogado. O resultado foi de 0,78mg/l, muito acima do permitido por Lei. O empresário foi autuado por conduzir sob influência de álcool e direção perigosa.

Preso, saiu da cadeia cerca de 3 horas depois do que entrou, após pagar a fiança estabelecida de 1.908 reais, em três depósitos registrados, dois de 600 reais e um de 708 reais.
Após o inquérito, o processo foi para o Ministério Público, onde o promotor de Justiça Ricardo Benito Crepaldi apresentou denúncia contra Valler, inclusive pedindo a proibição de dirigir. O processo foi acatado e ele se tornou réu. Isso era meados de outubro de 2018.

No mês seguinte, o juiz Marcio Alexandre Wust despachou dando 10 dias para ‘acusado (Rafael) deverá em sua resposta arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas que pretende produzir e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação”. A data: 1º de novembro. Sete dias depois, a última informação do processo: ‘autos preparados para expedição’.

Mais de um ano e meio depois, Rafael dirigia o mesmo veículo para encontrar Izabelle. Afirmou, na delegacia, que ingeriu bebidas alcoólicas. A Amarok estava novamente lá e – segundo testemunhas – foi onde Rafael tentou colocar a médica veterinária. Sem sucesso, fugiu. Se apresentou na delegacia apenas dias depois.