Apesar de anunciar o aumento de 25% no efetivo policial de Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ainda não conversou com a categoria sobre o reajuste salarial previsto para maio. De acordo com o Sinpol- MS (Sindicato dos Policiais Civis de MS), até o momento, o governador não respondeu a solicitação de audiência para debater as propostas apresentadas pelos policiais civis.
“O governador assinou uma carta de compromisso com a categoria da Polícia Civil, na época da campanha, prometendo que a reposicionaria entre as cinco melhores remuneradas do país. Esperamos que ele esteja disposto a cumprir a promessa e nos chame para a negociação”, explicou o presidente do Sinpol-MS, Alexandre Barbosa.
O governo estadual tem ventilado na imprensa e no seu fórum de diálogo com os sindicatos que a arrecadação diminuiu e que isso refletiria nas negociações, alegando até que o aumento concedido em dezembro de 2014 faria parte do “pacote de bondades” da administração anterior que teria antecipado o reajuste previsto para maio de 2015.
Contudo, a informação é inverídica, o aumento dado em dezembro faz parte do acordo realizado durante a greve de 2013 que parcelou o reajuste. Quanto a queda na arrecadação, o Sinpol-MS não vê como isso poderia “impactar” as negociações, uma vez que o Estado possui recursos suficientes para conceder o ajuste.
“A categoria espera que até o dia 17 de abril seja agendada uma audiência com o governador para começarmos as negociações. Se até esta data não houver nenhum posicionamento, convocaremos uma assembleia geral para a semana seguinte que decidirá as próximas ações”, destacou Barbosa.
Na Assembleia Geral realizada no dia 07 de março deste ano, a classe aprovou a instalação da Assembleia Permanente até o fim da negociação salarial para que sejam feitas as deliberações.
Mais gente para pagar
Em agenda pública, nesta terça-feira (7), Azambuja afirmou que a segurança pública de Mato Grosso do Sul está operando com 1.141 novos policiais Civis e Militares. O efetivo é oriundo da convocação dos remanescentes de concursos públicos. O número representa um aumento de 25% nas equipes. Azambuja afirmou que a meta do governo é que este número chegue 1.900 até o final de 2015. (Colaborou Diana Christie)







