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Resgate de bandido inicia crise política na fronteira; família de policial destruiu homenagens

Família de policial morto na ação acusa autoridades de facilitar o crime organizado

13 SET 2019
Rayani Santa Cruz
15h00min
Foto: Reprodução Porã News

O resgate do líder de uma facção criminosa Jorge Teófilo Samudio Gonzalez, 47 anos, vulgo “Samura”, durante uma transferência de presos no Paraguai, está causando instabilidade política no país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul.  Familiares de policial morto acusam as autoridades de conivência com o crime organizado. 

O fato ocorreu na quarta feira (11) e o plano de fuga foi auxiliado por funcionários do presídio e policiais paraguaios, conforme o site Porã News.

Transferência

Conforme o site, o líder de uma facção criminosa, junto a dez presos, era transferido de Assunção, capital do Paraguai, para um presídio no interior. 

No percurso, oito bandidos fortemente armados e com carros roubados interceptaram o comboio e libertaram Samura. Houve confronto, onde três policiais ficaram feridos e o subcomissário Luís Caballero Ferrari morreu.

Revolta e acusação

Durante o velório do policial, a família recebeu coroa de flores do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez (ANR), e do Ministro do Interior Juan Ernesto Villamayor.

Eles se revoltaram e jogaram as flores na rua.  Sem citar nomes, os parentes da vítima disseram que a “libertação” do líder foi realizada devido à ‘troca de favores’ e pagamentos entre as altas autoridades do país, que estariam em conluio com os criminosos.

A família condenou a falta de compromisso das  autoridades em solucionar crimes relacionados ao narcotráfico. 

Eles cobram um posicionamento dos chefes de polícia e consideram o presidente e o ministro "pessoas não gratas".

Presos

Até o momento, 11 policiais, incluindo o diretor do presídio, foram detidos por participação na suposta facilitação da fuga.

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