Foi frequente em 2014 notícias de crimes contra animais domésticos que revoltaram internautas campo-grandenses, principalmente a apologia. Porém, o caso das cachorras estupradas por um idoso na Vila Olímpia será durante um bom tempo lembrado.
No mês de agosto, os moradores da Travessa Prudêncio, filmaram um idoso de 75 anos mantendo relações sexuais com três cadelas. O caso veio a tona quando os donos de uma das cachorros percebeu que o animal estava com sangramento e com o útero comprometido.
Todos os casos, na maioria, foram por apologia. “Geralmente os autores colocam informações nas redes sociais, como foi o caso da jovem que ‘desabafou’ a raiva por gatos e o rapaz que difundiu o caso dos gatos motos pelo seu cachorro. Também teve o caso do jovem que disse a polícia que sua cachorra havia matado gatos filhotes”, explica o delegado Antônio Silvano Mota, da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista).

Ainda segundo o Silvano, houve um aumento significativo de denuncias. “O ano passado o número de denuncias foi baixo, mas em 2014 já foram registrado 144 abusos e maus tratos, onde 39 ocorrências foram na Capital e 144 em todo Estado. Os casos com maior intensidade é violências a animais domésticos, cães e gatos”.
Até macumba

Às margens da Via Park, no mês de maio, um cachorro foi encontrado morto dentro de um caixote. O cão estava com as patas amarradas com fitas coloridas e com o peito costurado, na época, a polícia acreditou que ele tenha sido usado em um ritual de magia negra. O cachorro foi encontrado em uma terça-feira, mas a moradores acreditam que ele tenha sido “usado” na sexta-feira anterior e, mesmo depois de dias, não exalava nenhum tipo de odor característico da decomposição.
Proteção
Em agosto, protetoras de animais denunciaram uma residência, na Rua Galdei Brum, no Jardim Manaíca, onde um animal morreu devido a negligência dos proprietários e outro encaminhado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). As mesmas protetoras, tentando obter informações sobre o cão que foi ao Centro, acabaram sendo agredidas por uma veterinária ao ser questionada os motivos que o cão foi sacrificado, sendo que o caso ainda nem teria sido entregue a Decat.

Essa forma de repressão a protetores independentes de animais é muito frequente, que a cada dia vem crescendo e ganhando mais força. “Já vimos vários tipos de violência, mas a negligência em ver o animal definhando e não fazer nada é a pior. Na maioria das vezes, quando tentamos resgatar, os proprietários são bem agressivos, muitas pessoas não gostam do nosso trabalho”, declarou a protetora Daniela Reis, 38 anos.







