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quarta, 17 de agosto de 2022 Campo Grande/MS
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Polícia

Réu pelo assassinato de Uber ficou em casa depois do crime e só foi preso após denúncia anônima

Igor Cesar de Oliveira confessou ter matado motorista de aplicativo em maio de 2019

19 fevereiro 2020 - 20h07Por William Leite

“Não sei se era loucura da minha cabeça ou se vi os dois se beijando”, afirmou Igor Cezar de Lima de Oliveira, 23 anos, assassino confesso do motorista de aplicativo Rafael Baron em 13 de maio de 2019. A fala ocorreu nesta quarta-feira (19) em audiência no Fórum de Campo Grande.

A mãe do réu afirmou que pediu para que o filho não se entregasse. “Quando começamos a ser ameaçados por conta do ocorrido, orientei ele a não se entregar, pois estava com medo de perder meu filho” afirmou a mãe de Igor ao juiz do caso, Carlos Alberto Garcete.

Sobre o dia do crime, ela contou que estava dormindo e que acordou com os gritos da filha de 16 anos, que viu o irmão saindo com a arma e indo em direção ao carro do motorista de aplicativo. “Eu estava dormindo na sala e só acordei com a confusão e vi quando ele pulou a janela e saiu em direção ao carro”, afirmou.

O Ministério Público Estadual pediu aditamento a denúncia por conta de que Igor manteve, durante um ano, arma de uso restrito e com numeração raspada. A mãe dele negou que soubesse do fato, mas foi confrontada pelo promotor de justiça, pois a arma usada no crime, segundo o próprio réu, ficava guardada em cima do guarda roupas da mãe. 

Na audiência de hoje, foram ouvidas a esposa da do réu a mãe e irmã, que afirmaram que o relacionamento dos dois era marcado por ciúmes doentio e brigas constantes. “Ele sempre teve esses ciúmes exagerado de mim”, disse a esposa de Igor.

Ao ser questionado pelo juiz, Igor confessou ter efetuado dois disparos bem próximos ao carro da vítima e que após o crime teria fugido por um matagal.

“Quando minha esposa estava pagando a corrida, não sei se foi coisa da minha cabeça, mas vi os dois se beijando e perdi a cabeça. Fui lá dentro peguei a arma e atirei. Quando vi o que eu fiz sai correndo e me escondi as margens do córrego próximo ao Parque Ayrton Senna”, confessou. 

Após as oitivas, o juiz Carlos Alberto Garcete manteve a prisão preventiva “Como réu é confesso e há indicies que ele teve a intenção de matar, por motivo fútil e dificultando a defesa da vítima. Mantenho a prisão preventiva, e que ele seja julgado pelo |Tribunal do Juri, pois o mesmo estava foragido e confessou o uso de arma de uso restrito calibre 38 especial”, determinou o magistrado