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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Rotina: população de Paranhos já esquece chacina e polícia não acha pistas

07 novembro 2015 - 08h03Por Mariana Anunciação

Já se passaram duas semanas e ainda não há pistas consistentes sobre a chacina realizada em frente da Confeitaria Bahamas, no centro da cidade de Paranhos, distante a cerca de 456 quilômetros de Campo Grande. O crime que ocorreu no final da tarde do dia 19 de outubro culminou na morte de cinco pessoas e chocou a população de Mato Grosso do Sul.

No início, os policiais suspeitavam de uma possível briga de facções rivais, envolvidas com o tráfico de drogas, e até cogitaram o envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital). Mas, no momento, os agentes informaram que não podem definir a linha de investigação, já que a divulgação poderia atrapalhar a elucidação do crime.

“Não temos novidades, infelizmente. Ainda não há nada confirmado. Estamos averiguando as hipóteses, desde questões pessoais, acerto de contas, desentendimentos, tráfico e dívidas. Não descartamos nada. Mas ainda não foi definido, estamos apurando”, destacou o delegado responsável pelo inquérito policial, Fabrício Dias dos Santos.

Ao ser indagado a respeito do efetivo ser reduzido, ele afirma que isso não prejudica e prefere manter o sigilo sobre o caso. “Contamos com o apoio de outras unidades. Mas não estou entrando em detalhes sobre a investigação", revelou.

O delegado apenas contou que já foram realizadas oitivas com várias pessoas, como familiares das vítimas e teve algumas conversas informais com os próprios sobreviventes, que alegam não saber o motivo do atentado. "Estamos trabalhando e a população já está retomando sua rotina, o clima de terror acabou. Mas também não há indícios de crime semelhante".

Crime

Testemunhas relataram que homens chegaram ao local em dois veículos, atirando ao menos 100 vezes contra as vítimas. Apesar de perseguição policial, os criminosos teriam fugido para o país vizinho, Paraguai.

Além dos feridos, a polícia confirmou o óbito de Bruno Vieira de Oliveira, de 26 anos; Rodrigo da Silva de, 28 anos; e Mohamed Youssef Neto, de 31 anos que morreram durante o atentado. Já Arnaldo Andres Alderete Peralta, de 32 anos e Denis Gustavo Gonçalves, de 23 anos, chegaram a ser socorridos pelas equipes de resgate, mas faleceram no hospital. Além disso, Ermison Lopes Pereira de 29 anos e Anderson Cristiano Betoni, de 27 anos, foram internados.