Seis integrantes de uma facção criminosa foram presos pela Polícia Civil por envolvimento na execução de Edeilson Cardoso dos Santos, de 40 anos, morto a tiros na noite de sábado (26), no bairro Vale do Taquari, em Coxim, a 252 quilômetros de Campo Grande. A vítima foi atingida por disparos de pistola 9mm enquanto estava em frente à casa dos pais.
O crime teria sido encomendado como parte de uma disputa entre facções rivais. Segundo as investigações, o assassinato foi planejado por integrantes da organização criminosa sediada em Coxim, que deram abrigo, armas e motocicleta aos executores.
O mandante, identificado como R.N.V., de 21 anos, conhecido como "geral da cidade" pela facção, teria coordenado toda a ação a partir de uma residência usada como base pelo grupo. Dois dos executores, J.H.S.D.F., de 21 anos, e V.V.P., também de 21, foram trazidos de Rio Verde de Mato Grosso, a mando da facção.
Inicialmente, a função seria cumprida por F.M.P., de 28 anos, que teria desistido da ação pouco antes do crime, sendo substituído por V.V.P., que assumiu o lugar ao lado de J.H.S.D.F.
A atuação de cada envolvido foi identificada com base em ações de inteligência da Polícia Civil em parceria com a Polícia Militar e a Polícia Científica. L.C.O., de 28 anos e natural de São Paulo, teria sido o responsável por recolher e esconder a arma utilizada na execução, enquanto G.S.C.S., de 18 anos, ficou encarregado de recuperar a motocicleta abandonada após o homicídio.
A dupla de executores foi encontrada escondida em Rio Verde de MT. Eles foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia de Coxim, onde prestaram depoimento. O celular da vítima, que havia desaparecido, também foi recuperado e pode conter informações importantes sobre o caso.
Disputa antiga
De acordo com a Polícia Civil, Edeilson já havia sido alvo de tentativa de homicídio em 6 de janeiro deste ano, também na Rua 7, onde foi executado no sábado. Naquela ocasião, ele foi atacado junto com M.V.G., que acabou assassinado em 1º de junho, com o mesmo modus operandi e em local próximo.
A linha de investigação aponta que a facção tem um histórico de execuções sumárias na região, com padrão de atuação que inclui divisão de tarefas, ocultação de provas, uso de armamento pesado e transporte entre cidades para dificultar o rastreio. Todos os envolvidos serão indiciados por homicídio e por participação em organização criminosa.







