Com a morte do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz Miranda, 44 anos, o secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Silvio César Maluf, afirmou que o governo está em cima para solucionar o caso e prender os autores do crime. Os representantes da Fenaspen (Federação Nacional dos Agentes Penitenciários) se reuniram com o secretário nesta tarde (11) na Governadoria, a portas fechadas, para solucionar o problema da falta de seguranças aos trabalhadores.
Segundo Maluf, além da segurança, a contratação de mais agentes também foi discutido e que o assassinato de hoje foi uma acaso. “O que aconteceu hoje foi uma fatalidade que o governo está em cima para descobrir os autores. Já vimos às imagens das câmeras de segurança e dá para ver a moto usada, isso vai ajudar nas investigações”.
Para Fernando Anunciação, presidente da Fenaspen, o crime é uma consequência da falta de agentes atuando nos presídios. “Tá faltando gente para trabalhar. Um exemplo aconteceu ontem, no banho de sol da Máxima, apenas um agente estava de plantão. Só nos últimos dez anos foram mais de cinco agentes mortos de forma brutal e os casos estão sem solução”, afirma.
Está marcada para a próxima sexta-feira (13), às 9h, outra reunião com o secretário, agentes penitenciários e possivelmente com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para discutir os principais problemas da classe.
O caso – Por voltadas 5h40 desta terça-feira homens encapuzados entraram no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, na Vila Sobrinho, foram em direção a Carlos e atiraram, atingindo o tórax da vítima.
Testemunhas acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Corpo de Bombeiros, mas o agente não resistiu e morreu no local. A polícia investiga as motivações do crime, já que Carlos trabalhava no presídio há dez anos e os autores procuraram ferir apenas ele, não os outros funcionários.
O caso será investigado pela 2º Delegacia de Polícia Civil, pelo delegado Weber Luciano de Medeiros.







