O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou, em agenda pública, na tarde desta terça-feira (16), que o fornecimento de reagentes necessários para realização testes de DNA para o Imol (Instituto Médico Legal) deve ser normalizado. A falta do produto estava prejudicando a elucidação de casos de estupro e chegou a ser denunciada na Assembleia Legislativa.
De acordo com Azambuja, o problema ocorreu devido a anulação de um empenho com a empresa que é a única fornecedora do produto, no dia 31 de dezembro de 2014. Com o procedimento, não houve a possibilidade de pagar aquilo que já havia sido entregue e o governo enfrenta problemas para restabelecer o serviço. "Tentamos negociar dizendo que podíamos pagar a partir de janeiro deste ano, mas eles queriam receber os atrasados. Isto era impossível por ser uma anulação do governo anterior", afirmou.
A aquisição do material foi cobrada pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT). De acordo com levantamento divulgado na tribuna, de janeiro a abril foram registrados, só em Campo Grande, 111 casos de estupro. Destes, apenas 5 tiveram mandados de prisão cumpridos. Com a falta do produto muitos casos ficam impunes e acusados são liberados pela Justiça.
O secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, e o secretário de Justiça e Segurança Pública, Silvio Cesar Maluf, estariam a frente das negociações com a empresa. "Ao que parece eles chegaram a um denominador comum. Eles concordaram em entregar os reagentes e, aquilo que for entregue no nosso mandado, será entregue regularmente em dia", garante o governador. Apesar disto, o governador não deu data específica para normalização do serviço.







