TCE Novembro
TJMS DEZEMBRO
Menu
sexta, 03 de dezembro de 2021 Campo Grande/MS
CAMARA - vacinaçao
Polícia

Sequestradores de produtor rural em MS podem pegar até 12 anos de prisão

Família se juntou a um policial militar reformado e efetuou o sequestro em Coxim, mas Polícia agiu rápido

20 outubro 2021 - 10h55Por Rayani Santa Cruz

A família acusada de sequestro composta por: João Norberto de Carvalho, o ‘João Fazendeiro’, de 76 anos, a esposa Neusa Carvalho Cassimiro, de 56 anos, o filho do casal, Orlando Henrique de Carvalho, de 34 anos, e o policial militar reformado, Miguel Arcanjo da Silva, de 71 anos, pode pegar até 12 anos de cadeia pelo crime cometido em Coxim. 

Todos foram indiciados por sequestro relâmpago, com pena de 6 a 12 anos, além de multa.

Conforme o site Edição MS, o delegado de Coxim, Felipe Paiva, disse que situação de João e Miguel pode acarretar pena maior, já que eles estavam com munições, simulacro de arma de fogo e revólver de calibre 38 e vão responder também por porte e posse irregular.

As investigações apontam que o segundo filho do casal, Norberto Carlos de Carvalho, não tem envolvimento com os crimes cometidos pela família. Ele não teria participado da ação, também não estava na casa usada como cativeiro e foi para a delegacia apenas para acompanhar os pais e o irmão.

O caso

Na manhã dessa terça-feira (19), os quatro membros da família sequestraram o produtor rural J.L.B. no bairro Jardim dos Estados, em Coxim. Ele foi levado para a residência da família Carvalho, no Jardim Alvorada. O objetivo do bando era forçar a vítima transferir uma propriedade rural para João Fazendeiro.

Essa área motivou uma briga judicial entre as partes, percorreu todas as instâncias e foi vencida pela vítima.

Entretanto, a Polícia Civil agiu rapidamente graças a coragem de uma testemunha, localizou o cativeiro e libertou o produtor rural, que assistia ao bando tramar o sequestro da esposa, pois ela também tinha que assinar o documento no cartório.

Todos foram presos em flagrante e levados para a delegacia. De lá devem ser transferidos para os Estabelecimentos Penais de Coxim e São Gabriel do Oeste.