Uma funcionária do Ministério da Saúde, de 28 anos, foi presa em flagrante na última segunda-feira (16), durante a “Operação Lantire” da Polícia Federal, após pedir propina ao diretor-presidente do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, Carlos Alberto Coimbra, em Campo Grande.
Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (18), o Coimbra explicou que a mulher havia se oferecido para prestar serviços de consultoria ao hospital, alegando que caso o diretor não aceitasse as orientações, poderia encontrar dificuldades para obter o acelerador linear e recursos de emendas parlamentares.
Coimbra afirmou que estaria em Brasília e que preferia conversar pessoalmente. No encontro, a mulher pediu R$ 150 mil para que pudesse liberar emendas no valor R$ 1 milhão e para a aquisição de um acelerador linear. Desconfiado, o presidente procurou a promotora do Ministério Público Paula Volpe que orientou que ele denunciasse o fato a Polícia Federal.
Após denunciar o fato, o Juiz Federal Odilon de Oliveira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande autorizou que a Polícia Federal monitorasse o caso. Coimbra foi orientado a realizar o depósito de parte da propina, no valor de R$ 50 mil para que o dinheiro fosse rastreado e a polícia pudesse identificar o destino do dinheiro e se haveria outras pessoas envolvidas no caso.
O restante do dinheiro seria pago em sete folhas de cheque, quatro no valor de R$ 10 mil e outras três de R$ 20 mil. A negociação, que aconteceu em uma sala no hospital do Câncer, foi filmada e acompanhada em tempo real. A mulher foi presa em flagrante por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, enquanto recebia o suposto pagamento.
Ela foi encaminhada para a Superintendência da Polícia Federal, onde alegou que atuou sozinha e que não há outras pessoas envolvidas no crime. Conforme as investigações, a conta bancária em que o valor de R$ 50 mil foi depositado pertence a conta do pai de um ex-namorado da suspeita.
Questionado a respeito do valor depositado, Coimbra disse que a polícia tentará recuperar o dinheiro.







