Menu
terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Sindicato defende guarda que matou jovem com tiro: 'acidente'

05 outubro 2015 - 11h36Por Anna Gomes

O presidente do  Sindicato dos Guardas Municipais da Capital Hudson Pereira Bonfim, diz que os guardas municipais Emerson Pecorari da Silva, 32 anos, e Fábio Augusto Souza, suspeitos de participarem do homicídio de um jovem na última quinta-feira (1º), são inocentes, que estavam 'tentando se defender'. Segundo ele, o tiro que matou a vítima tiro teria sido acidental. Porém, hoje o uso de armas por guardas não é legalizado, já que eles não passaram por treinamento específico.

Após o homicídio, Emerson foi preso em flagrante por porte ilegal de arma, mas segundo o sindicato da categoria o guarda foi solto no mesmo dia. "O cidadão fica completamente vulnerável, é uma arma legal e o Executivo precisa logo iniciar o curso prático para mais segurança", disse. Hoje, os guardas municipais não podem portar armas de fogo.

Fábio, que ainda não se apresentou à polícia e está foragido, teria atirado no rapaz acidentalmente, segundo o presidente do sindicato. Se acaso ele se apresentar, terá todo apoio da entidade. "O guarda apanhou de várias pessoas e teria ido ao bar apenas comprar bebidas. Acredito que o disparo foi acidental e se ele comparecer à delegacia, terá todo apoio. Afinal, todo mundo erra" ponderou.

Caso

A morte de Felipe Cardoso de 23 anos, aconteceu em um bar localizado no Conjunto Aero Rancho e, segundo o delegado que atendeu a ocorrência, Reginaldo Salomão, o guarda, Fábio, também conhecido como  'Caveirinha' ou 'Montanha' estava fazendo aniversário e, como era um dia de folga, resolveu ir chamar um outro guarda para juntos irem até um bar comprar bebidas.

No estabelecimento, ele encontrou uma pessoa com quem já teria uma briga antiga. Ao entrar no bar, começou uma confusão generalizada.

Ainda conforme o delegado depois de todo tumulto, Fábio foi até a Base da Guarda Municipal e conseguiu convencer outro agente a emprestar uma pistola calibre 380, para voltar ao estabelecimento com a intenção de intimidar os rivais.

  

No bar, Caveirinha já chegou atirando e acabou atingindo o pescoço do jovem, que segundo o delegado não tinha envolvimento com toda confusão. Ele estava sentado no estabelecimento e acabou morrendo no local.