O ex-vereador e advogado Robson Martins, acusado do crime de extorsão em escândalo de exploração sexual envolvendo o então vereador Alceu Bueno, alega que foi vítima de um golpe. Ele foi preso em flagrante no último dia 17 de abril, no estacionamento de um supermercado de Campo Grande, pelo crime de extorsão, e está em liberdade por meio de um pedido de habeas corpus.
Martins afirma que o flagrante foi armado por Bueno e que a denuncia de extorsão, por parte dele e do empresário Luciano Pageu, é falsa. "Jamais recebi dinheiro de Alceu, que não fosse relativo a meus honorários como advogado", afirmou.
De acordo com Robson Martins, Bueno teria o procurado no final de março, solicitando seus serviços como advogado. Na ocasião, o encontro ocorreu na casa do então vereador por haver uma suspeição de crime. Martins teria cobrado o valor de R$ 1 mil pelo serviço, sem a assinatura de nenhum contrato.
Depois de alguns encontros para tratar do mesmo assunto, no dia 13 de abril eles teriam se reencontrado e Bueno afirmou ter falado sobre o a suspeita de crime com o vereador Carlão (PSB) e a Câmara Municipal já estava ciente das acusações.
Martins não detalhou, mas deu a entender que o crime em questão já se tratava do caso de exploração sexual de adolescentes. Conforme ele, as imagens, que mais tarde foram apresentadas pela polícia, foram mostradas por Bueno pelo celular pessoal, como se ele próprio as tivesse feito.
O advogado alega que no dia do flagrante, Bueno já havia sido indiciado pela polícia Civil e que nenhum dinheiro, equivalente ao valor de R$ 15 mil, que estaria sendo solicitado pela dupla, foi apreendido. "Eu não vi (o dinheiro)", afirma o ex-vereador.
Robson afirma que no dia do flagrante teria ido até o supermercado, em que ocorreu a prisão dele e do empresário Luciano Pageu, para tratar de um notificação que Bueno teria recebido. Sobre estar junto com o empresário, que também foi indiciando pelo crime de exploração sexual de adolescentes, ele afirmou que o Pageu é um espécie de assessoria e 'escudo' de Bueno. "Conhecia ele, apenas por parte de uma célula religiosa que participávamos", explica.
Caso
A polícia começou a desvendar o esquema de prostituição depois que a mãe de uma adolescente do interior do Estado registrou boletim de ocorrência por sumiço da filha que, na verdade, estava em Campo Grande se prostituindo.
A adolescente entrou em contato com uma prima que mora na mesma cidade que sua mãe e fez convite para que também viesse para a Capital para fazer programas sexuais com homens da ‘alta sociedade’, que envolvia políticos e empresários. Com o objetivo de saber o paradeiro da desaparecida, o convite foi aceito.
Ao invés de vir para a Capital em busca do serviço de prostituta, a prima da adolescente passou o endereço para a mãe da adolescente, que veio a Campo Grande e encontrou na casa de sua filha vasto material fotográfico e filmagens dela mantendo relações sexuais ou sem roupa com políticos. Alceu Bueno e o ex-deputado Sérgio Assis (PSB) aparecem no material.
A partir da denúncia da mãe e com o material em mãos, a polícia civil iniciou as investigações e começou a desvendar uma teia de prostituição. Quando o vereador Alceu Bueno acionou a polícia denunciando que estava sendo extorquido por Luciano Pageu e Robson Martins, a polícia já tinha o material que o envolvia no esquema de prostituição. Leia mais clicando aqui.







