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Polícia

25/11/2022 18:02

Tamerson, ex-militar da Aeronáutica, é condenado a 23 anos por matar Natalin

Morte da jovem aconteceu em fevereiro deste ano; qualificadora de feminicídio foi retirada

Tamerson Ribeiro de Lima Souza, ex-militar da Aeronáutica, assassino confesso de sua esposa Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, de 22 anos, foi julgado nesta sexta-feira (25) e recebeu uma pena de 23 e 4 meses em regime fechado pelo crime cometido no dia 4 de fevereiro deste ano, em Campo Grande.

O rapaz foi preso dias após matar sua esposa, quando foi autuado em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, uma vez que o corpo de Natalin foi encontrado desovado nas margens da rodovia BR-060, ainda na Capital.

O ex-militar foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e respondia por um crime de homicídio triplamente qualificado pelo motivo torpe, asfixia e feminicídio, e pela ocultação de cadáver.

Porém, durante o julgamento, para decretar a sentença, foi retirada a qualificadora de feminicídio e assim, ele recebeu a pena de 21 anos e 4 meses pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e asfixia.

O tribunal ainda decidiu pela pena de 2 anos e 40 dias por conta da ocultação de cadáver, com uma indenização de R$ 15 mil para a filha de Natalin. Neste caso, Tamerson não era pai biológico, mas chegou a registrar a criança, porém, o valor atribuído deverá ser destinado para a avó da menina.

O julgamento aconteceu 9 meses após do crime.

Relembre o caso

Natalin foi morta no dia 4 de fevereiro deste ano. Ele matou a mulher com um golpe de mata-leão e disse que não aguentava mais viver casado. Tamerson enrolou o corpo em um lençol e colocou no porta-malas de um carro. 

Em seguida, ele desovou às margens da BR-060, em Campo Grande. O funcionário de uma fazenda encontrou o cadáver e acionou a polícia. 

Após a identificação da vítima, os policiais foram até a casa e encontraram Tamerson e a criança. Ele mentiu que Natalin teria ido embora de casa. 

Já a filha de Natalin disse que a mãe “passou mal e morreu”. A menina mostrou onde estava o aparelho celular da vítima e disse que viu ‘o papai chorando’. 

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