A polícia de Tocantins começou a esclarecer o crime dito como obscuro que envolve o assassinato do tenente da PM, Francisco Augusto Vida, de 35 anos. O tenente executado na noite da última quarta-feira (3), aconteceu depois de o militar ter participado de um encontro com outros quatro rapazes. O corpo foi encontrado em Porto Nacional, no Jardim Nova América, região central do Tocantins, próximo às margens da rodovia TO-050.
Foram detidos nas cidades de Monte do Carmo e Porto Nacional (TO), Marcos Vinicius Pereira de Assis, 19 anos, Elvisney Pereira Alves, 24, Márcio Rafael Gonçalves dos Santos, 18, e Roberts Kelvin Ribeiro Batista, 22 anos. A prisão dos quatro suspeitos ocorreu entre as 3h e 6h desta segunda-feira (8) em uma operação conjunta da Policia Civil com as equipes do COE (Comando de Operações Especiais) e GOC (Grupo de Operações com Cães).

Conforme o delegado que está a frente das investigações Hudson Guimarães Leite em entrevista ao site T1 Notícias uma reprodução simulada do crime será pedida para esclarecer os fatos. “A gente já tem a materialidade e autoria. Falta esclarecer a dinâmica do crime, disse ao assegurar que a confissão de Márcio Rafael e as provas que ligam Elvisney ao crime já comprovam a participação de ambos. Já ouvi dois dos presos, um deles confessou o crime. Com ele estava o celular do oficial. Este é o Marcio Rafael”, disse o delegado.
Segundo ele, três se encontraram com o tenente Francisco, sem saber que se tratava de um militar, tinham a intenção de praticar um assalto. “A princípio, os três teriam combinado um assalto. Não imaginavam que era militar. Queriam manter um programa com o policial e o tenente aceitou. Eles foram, os quatro, no carro do tenente”, relatou. Segundo o delegado, eles foram para o local do crime, possivelmente onde o corpo foi encontrado, uma área baldia do Jardim América em Porto Nacional.

Na versão que Márcio contou ao delegado, eles acreditavam se tratar de um homossexual rico, de Palmas e foram surpreendidos porque o tenente tinha apenas R$ 50,00 no bolso. “Ele levou a faca para fazer o assalto. Acreditava que a vítima fosse rica. Ao fazer a abordagem ele tinha 50 reais”, disse o delegado.
Segundo Márcio Rafael, seus dois cúmplices estavam mantendo relação sexual com o tenente fora do carro, enquanto ele dormia. “Ele afirma que acordou assustado com um barulho e, de dentro do carro, viu o policial já com um corte no pescoço”.
Conforme Márcio, teria sido Elvisney Alves quem executou a vítima. O acusado negou ter executado o tenente, no depoimento preliminar feito pelo delegado. Porém o delegado constatou mensagens no WhatsApp do tenente que revelam que Elvisney foi quem marcou o encontro. "O Elvisney negou, mas as provas contra ele são muito contundentes", finalizou o delegado.








