Populares ouvem tiros e uma pessoa acaba morta e outra baleada, na manhã desta quarta-feira (24), na rua Dalva de Oliveira com rua da Sanfona, no bairro Dalva de Oliveira II, em Campo Grande.
De acordo com os moradres, era possível ouvir a movimentação na rua, por volta das 9 horas , quando houve os disparos de arma de fogo. Julimar Smith, de 35 anos, era conhecido na região como "Bocão" por vender drogas, e estava acompanhado por um adolescente de 14 anos. Investigações preliminares apontam que eles foram abordados por dois adolescentes, sendo que um deles estaria armado.
A vítima foi executada com um tiro que atingiu o peito e o outro a perna. Em seguida, segundo popular, o autor teria pego uma "troxinha" e apreendido em fuga. Já o adolescente, conseguiu escapar apenas com um tiro na coxa. De acordo com os investigadores, a vítima foi andando até o pronto socorro do Tiradentes, para receber atendimento.

Antes da chegada dos socorristas do Corpo do Bombeiros, Julimar ainda estava vivo, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo logo em seguida. A vítima era separada e tinha uma filha de quatro anos.
Em diligências, a polícia encontrou um suspeito, Alexandre Marcelino de 18 anos, portando uma garrucha calibre 38, próximo a região do assassinato. Mas segundo informou os policiais, o adolescente baleado não reconheceu o suspeito como sendo o autor dos disparos.

A perícia contatou que Bocão usava duas calças além de estar com uma arma calibre 38 na cintura. Conforme disse o delegado Tiago Macedo dos Santos da 4ª Delegacia de Polícia, responsável pelo caso, na hora do crime, a vítima era conhecida no meio policial por envolvimento com tráfico de drogas.
"Não descartamos outras hipóteses. Mas o tráfico é a principal linha de investigação. O supeito preso anteriormente pode não estar envolvido diretamente nesta morte e populares indicam a participação de adolescentes. Precisamos da colaboração da sociedade, porque há muita resistência. Devem fazer denúncias para 3398-2500,com certeza, manteremos o sigilo. É muito importante a colaboração porque a morte de um cidadão reflete em tudo", destacou o delegado.

*** Matéria editada para acréscimo de informação às 11h29







