A Polícia Civil de Campo Grande investiga três casos de aborto, que ocasionaram a morte de duas mulheres. O último deles ocorreu na manhã de ontem (12), quando Lucimara Maria de França, 24 anos, morreu no Hospital Universitário. Ninguém sequer tinha conhecimento da gravidez da jovem.
Conforme o marido de Lucimara, Leandro Lopes de Oliveira, 32, ninguém sabia da gravidez. Ela sentiu dores fortes na barriga e levada para o hospital com uma hemorragia menstrual. Então foi encaminhada ao hospital da Mulher do bairro Moreninhas 2 e, devido à gravidade, acabou no Hospital Universitário. Lá foi detectada a morte do feto e infecção generalizada na vítima. Consta no boletim de ocorrências que a Lucimara teve uma parada cardiorrespiratória e morreu devido ao forte sangramento. O corpo dela está sendo velado no município Nobres, no Mato Grosso.
O delegado que investiga o caso, da 5 ª Delegacia da Polícia Civil, João Reis Belo, disse está aguardando o laudo para analisar a causa da morte e ouvir as testemunhas. O caso foi registrado como morte a esclarecer.
A outra vítima foi Maria Diegina da Silva, 28 anos, encontrada morta em casa na sexta-feira (10), no bairro Chácara das Mansões. O caso foi registrado na 4° Delegacia da Polícia Civil do bairro Moreninhas, com a Delegada Célia Maria Bezerra.
Maria estava grávida de quatro meses e foi encontrada morta em cima da cama. O quarto estava trancado quando os vizinhos arrombaram a porta e acionaram a polícia. No local foi encontrado um fio de cadeira com aproximadamente 30 centímetros. Seria o primeiro filho dela com o atual esposo. Ela tinha três filhos de outro relacionamento. O corpo dela foi sepultado no estado de Alagoas.
O terceiro caso ocorreu com uma adolescente de 13 anos. De acordo com a assessoria de imprensa do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, a garota estava gestante e o procedimento médico ocorreu na sexta-feira (10), no Hospital Regional.
Ela estava dentro das normas e amparo legal para fazer o aborto, já que foi vítima de abuso sexual e estava acompanhada da mãe. As duas apresentaram um boletim de ocorrências que constatava o abuso sexual. A garota está bem e foi liberada do hospital. O caso está sendo encaminhado para a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).







