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Polícia

Três indivíduos em motocicleta e carro são suspeitos de executar casal

13 maio 2016 - 13h00Por Mariana Anunciação

A polícia segue com as investigações do assassinato do casal, Kelly Silguero Peralta, de 30 anos, e Rafael Alves Borgues, de 29 anos, executados com cerca de 50 tiros no bairro Ignez Andreazza, em Ponta Porã, próximo da fronteira do Paraguai com o Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira (11).


A brutalidade do crime assustou os moradores e atrapalha as investigações. “Como a maioria dos crimes que ocorrem, ninguém está falando. Sem testemunhas ou apenas pessoas anônimas é mais difícil comprovar, de entender o que aconteceu. Estamos filtrando as conversas, verificando o que é coerente para seguir uma linha, sem risco errar”, explicou o delegado responsável pelo duplo homicídio, da 2ª Delegacia de Polícia Civil da cidade, Patrick Linares.


Ele revelou que a dinâmica do assassinato confirma a versão de uma testemunha ocular que não pode ser identificada, por segurança. O casal estaria trafegando em um Hyundai I30 preto, quando um carro sem placas e aparentando ser do Paraguai fechou o veículo das vítimas.


“O carro entrou na frente do casal, o motoqueiro veio atrás e o garupa é quem atirou com uma arma longa”, explicou o delegado. Ele contou que faz sentido o relato, já que os furos que ficaram na lataria do veículo do casal parecem rajadas, indicando que a arma utilizada poderia ser até uma metralhadora.


Foto: Divulgação


O delegado disse que Kelly trabalhava com o pai no Hangar no Paraguai, seu marido era analista tributário e ambos não tinham passagens no sistema. Testemunhas cogitaram envolvimento com o tráfico ou que negócios malsucedidos no Hangar teriam resultado nas mortes.


O irmão dela, Christian Silgueiro Peralta, foi assassinado no mesmo mês do ano passado, com cinco tiros durante um suposto assalto em Santo Antônio de Leverger/MT. A polícia não vê ligação nos crimes, mas informou que não descarta nenhuma possibilidade.  

Agravante
O delegado aproveitou para revelar que a polícia local tem resolvido cerca de 100% dos outros tipos de homicídios. Mas a dificuldade é solucionar execuções ligadas ao narcotráfico e crimes de pistolagem, em razão da falta de provas e por ocorrer na fronteira do país.


“O problema é a facilidade de acesso a armas e drogas, com a fronteira escancarada. A gente não tem bola de cristal e não faz mágica, trabalhamos com informações. Além das testemunhas não colaborarem, o duro é provar devido a legislação. Cumprimos o nosso papel, mas estamos ciente dessas dificuldades”, concluiu o delegado, com esperança de solucionar mais um caso.