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quinta, 01 de outubro de 2020
Polícia

Um ano sem Gabrielly: mãe não consegue superar falta da filha e está com depressão

Cena da filha pedindo para não morrer não sai da cabeça da mãe

06 dezembro 2019 - 17h00Por Dany Nascimento

Há um ano, Beatriz Ximenes, 40 anos, convive com a dor e saudade da pequena Gabrielly Ximenes de Souza, que morreu aos 10 anos de idade, após ser espancada na Escola Estadual Lino Vilachá, em Campo Grande. A menina apanhou de colegas na escola no dia 29 de novembro, passou mal, ficou internada e morreu no dia 6 de dezembro de 2018.

Chorando, a mãe relembra da filha e destaca que encontra as meninas que bateram na criança pelo bairro Nova Lima. “Eu vejo elas no mercado, vejo elas pelas ruas, elas bateram na minha filha, minha filha morreu, o laudo médico comprovou que ela morreu porque apanhou na escola e ninguém é punido. Dói muito ver que elas cometeram um crime, tiraram a vida da minha filha e não devem pagar nada por isso”.

Beatriz afirma que foi afastada do trabalho, onde atuava com serviços gerais porque está com início de depressão. “Eu fui no psiquiatra, ele me afastou do trabalho. Eu sinto falta dela todos os dias, era para ela estar aqui comigo. Ela estava bem, tomou banho, almoçou e foi para a escola e voltou machucada. Eu fui falar com as meninas que bateram nela, elas riram e bateram palma na minha cara na época”.

A mãe afirma que Gabrielly pediu para não morrer. “Ela disse isso no dia que ia operar, quando o médico conversou com a gente, conversou com ela falando que ela teria que operar a perna, ela disse que ia morrer, mandou mensagem para o pai dela, para as irmãs e falou que era para eu não deixar ela morrer. Isso me dói muito até hoje, ter visto ela falar tudo aquilo, ela pediu para eu não deixar ela morrer”.

Segundo a família, uma audiência já foi realizada com as menores infratoras, uma adolescente de 14 anos e uma criança de 9 anos, acusadas de terem agredido Gabrielly. “Já fizeram uma audiência, agora eles vão ouvir testemunhas, mas sabemos que, infelizmente, só quem sofreu nessa história foi a nossa família, nós que perdemos a Gabi. É triste ver isso, que um menor de idade não pode trabalhar, mas ele pode matar alguém e fica por isso mesmo”.

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