O servente de pedreiro, Bruno Allef Bibiano, 20 anos, foi preso na noite desta sexta-feira (26), por volta das 22h, na residência do avô dele, no Bairro Colibri, em Campo Grande. Ele é um dos envolvidos no assalto, da manhã de quarta-feira (23), a um comércio de material de construção que culminou com a morte do policial do 9°BPM (Batalhão da Polícia Militar),Valdir Antunes de Oliveira, 37 anos, no Bairro Buriti.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fábio Peró, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), por volta das 15h de quinta-feira (25), a polícia recebeu a informação do envolvimento de Bruno, após algumas denúncias. Ao investigar sua participação, Bruno acabou confessando tudo.
Inclusive, a polícia foi buscar as armas utilizadas no crime, no forro da residência do pai de Bruno, no Bairro Bálsamo. Segundo o autor, sua única participação foi manter as vítimas no banheiro durante o assalto e o revólver preto oxidado foi utilizado por ele. Já a outra arma teria sido utilizada na morte do PM, por seu comparsa. O celular da viúva também foi apreendido junto com as armas.

“Muitas perguntas ainda estão em aberto, mas já estamos apresentando ele hoje (28), como resposta à sociedade. Depois que prendermos todos os envolvidos poderemos confrontar as informações. Primeiro, ele deu dois nomes: Marcelo e Wellison, agora, diz que quem cometeu o assassinato foi um tal de John Leno e o Alan também estava envolvido no crime. Ainda estamos investigando”, explicou o delegado.
Também foram decretadas as prisões preventivas do motorista do Voyage no momento do crime, Weslei Galvani, de 28 anos e Maxi Yuri Coelho Ramos Faria de 24 anos. Max teria dado suporte ao assalto, segundo Bruno, após o assassinato do Policial Militar, o bando se refugiou em uma casa no Jardim Aeroporto e foi Max quem o levou até a residência do avô, em outro veículo.
Arrependimento

Durante a apresentação, Bruno chorava muito e se dizia arrependido. “Depois da morte eu não tinha outra coisa a fazer, a não ser fugir. Eu sei que não vão me perdoar, mas eu não sou bandido, não tenho passagem. Só falo do fundo do meu coração que estou arrependido, queria que a família dele me perdoasse”, diz.

Em meio aos prantos, Bruno conta que conhecia apenas o motorista Weslei e que jamais teria cometido crimes antes. “Só espero que minha esposa não me abandone neste momento. Agora não tem mais volta, estou aqui preso, longe dos meus filhos”, chora, ao lembrar que a companheira está para ganhar um bebê no próximo mês e diz estar com saudades do filho de dois anos de idade. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Investigação
As investigações prosseguem e o delegado diz não acreditar ter sido um simples assalto. “Não acredito em assalto aleatório. Eles devem ter ficado sabendo sobre a possível compra de um baú de caminhão. É um roubo com muita estrutura, trabalhamos com a hipótese de assalto, que evoluiu para latrocínio (roubo seguido de morte)”, contou o delegado.

Mas não se descarta a possibilidade de execução ou de ser uma quadrilha especializada. “A mulher do motorista (Weslei) é conhecida no meio policial, no Estado de Mato Grosso. Ainda vamos investigar sua participação neste crime, já que ela é um criminosa famosa, inclusive, baleou um policial no ano passado”, contou Peró.
Enquanto as investigações estão a todo vapor, o delegado contou que equipes também fazem diligências nas ruas, para encontrar os criminosos. Só depois, eles poderão qualificar cada indivíduo e autuar conforme o delito que cometeu.







